Wallace Woon/EFE/EPA
Wallace Woon/EFE/EPA

OMS pede que jovens não sejam culpados por aumento de casos de covid-19

O diretor de emergências da organização disse que é da natureza do vírus entrar e se estabelecer em áreas e entre grupos

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2020 | 13h48

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta quarta-feira, 12, que não é possível culpar os jovens ou qualquer outro grupo por aumento no número de novos casos de covid-19.

“A pandemia não é culpa dos jovens, não é culpa dos idosos. É um vírus que está se espalhando. Uma vez que consegue entrar e se estabelecer numa área geográfica ou grupo de pessoas, representa uma ameaça a todos”, afirmou Ryan durante coletiva para tirar dúvidas do público.

Neste Dia Internacional da Juventude, a líder técnica da resposta à covid-19, Maria Van Kerkhove, pediu que os jovens evitem locais com aglomeração e mantenham o distanciamento físico de pelo menos 1 metro de outras pessoas. “Se [as autoridades] pedirem para que fiquem em casa, por favor, fiquem em casa. Onde for pedido que usem máscaras, façam isso”.

O diretor solicitou que a juventude se engaje no combate à pandemia e reflita sobre cada saída de casa quanto à duração, frequência e intensidade. “Se não pode evitar situações de contato próximo, pense no que podem fazer [para minimizar o risco]”.

No início de agosto, dados da entidade indicaram que a proporção de infectados com idades entre 15 e 24 anos aumentou três vezes em cinco meses, de 24 de fevereiro a 12 de julho. Em coletivas de imprensa, Maria apontou surtos locais do novo coronavírus ocorridos em pubs e baladas na Europa, frequentados majoritariamente por jovens.

Nesta quarta-feira, a líder técnica disse que, embora a maioria das crianças, adolescentes e jovens adultos apresentem a forma leve da covid-19, eles não estão imunes à forma grave ou à morte pela doença. Ela acrescentou que também sempre existe o risco de transmitir a outras pessoas, inclusive do grupo de risco.

Mesmo em casos leves e que não demandam internação, Maria afirmou que podem existir sintomas de longo prazo, como fadiga e dificuldade para respirar. “Nós ainda não conhecemos completamente o perfil da doença”, declarou.

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