OMS pede que países ricos doem vacinas às nações mais pobres

Agentes afirmam que veem padrões de crescimento diferente em locais com sistema de saúde debilitado

Reuters,

04 de outubro de 2009 | 15h15

Os países ricos deveriam deixar mais vacinas disponíveis às nações pobres nas quais o vírus H1N1, a gripe suína, está começando a se espalhar, disseram funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS), neste domingo, 4.

 

As vacinas para a gripe suína se fizeram mais necessárias em países em desenvolvimento com sistemas de saúde debilitados e com grandes populações jovens, que estão mais vulneráveis à doença, consideram os funcionários do órgão. "É possível ver um padrão diferente de impacto uma vez que o vírus começa a se espalhar e as grandes epidemias ocorrem em algumas das comunidades mais pobres do mundo", disse Julie Hall, especialista de infecções da OMS.

 

A agência, que declarou a gripe suína uma pandemia global em junho, diz que um terço da população mundial (cerca de 2,3 bilhões de pessoas) poderia pegar a gripe. Alguns países como os EUA, o Brasil e a França concordaram em destinar 10% de sua produção de vacina para países em desenvolvimento. Os laboratórios produtores doaram cerca de 150 milhões de doses a essas nações.

 

Mas a OMS diz que mais doações são necessárias, segundo David Nabarro, coordenador da divisão de combate a novas variantes de gripe. "O desafio durante as próximas semanas é trabalhar com a solidariedade entre as nações ricas e os países pobres para assegurar que a quantidade de vacinas adequada estará disponível", disse.

 

Setembro e outubro são os meses que marcam a temporada da gripe no hemisfério norte, mas há sinais de que uma segunda onda de gripe suína começará. "Já estamos vendo os EUA, países europeus, o Japão e o México anunciando um aumento repentino dos casos nas últimas semanas", disse Julie.

 

Até o dia 20 de setembro, a gripe havia matado 3.917 pessoas em 191 países desde que foi identificada, em abril, segundo a OMS.

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