EFE/EPA/DIVYAKANT SOLANKI
EFE/EPA/DIVYAKANT SOLANKI

OMS pede que países ricos doem vacinas a nações pobres em vez de imunizar crianças contra a covid

Segundo chefe da Organização Mundial da Saúde, segundo ano da pandemia deve ser mais mortífero do que o primeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2021 | 12h57

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira, 14, que países ricos reconsiderem planos de vacinar crianças e, em vez disso, doem imunizantes contra a covid-19 ao consórcio Covax para países mais pobres.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também disse que o segundo ano da pandemia ruma para ser mais mortífero do que o primeiro, e que a Índia é uma grande preocupação.

"Entendo por que alguns países querem vacinar suas crianças e adolescentes, mas, neste momento, peço que reconsiderem e, ao invés disso, doem vacinas para o #Covax", disse ele em uma reunião virtual em Genebra.

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O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acionou o alarme por causa da disseminação rápida do coronavírus pelo vasto interior do país nesta sexta-feira, quando o número oficial de infecções ultrapassou 24 milhões e 4 mil pessoas morreram pelo terceiro dia consecutivo.

Mais de 160 milhões de pessoas já foram infectadas pelo coronavírus e 3 milhões já morreram de covid no mundo. Infecções foram relatadas em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.

Crianças vacinadas no mundo

No dia 5 de maio, o Canadá se tornou o primeiro país do mundo a autorizar a aplicação da vacina contra covid-19 da Pfizer para adolescentes de 12 a 15 anos. A farmacêutica havia afirmado que o seu imunizante apresenta eficácia de 100% em pessoas dessa faixa etária após um estudo com 2.260 pacientes. Cinco dias depois, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) anunciou a mesma medida para seus cidadãos.  /Com REUTERS

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