REUTERS/Denis Balibouse
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OMS reafirma que pandemia do coronavírus continua uma ‘emergência internacional’

Diretor geral do órgão fez anúncio em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 1º, após ter se reunido com comitê designado para a covid-19

João Ker, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2020 | 13h56

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatizou nesta sexta-feira, 1º, que a pandemia do novo coronavírus continua sendo uma “emergência de saúde pública internacional”, exatos três meses após ter declarado o alarme de nível mais alto pela covid-19. O anúncio foi feito pelo diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa virtual nesta manhã.

“Ontem (quinta-feira), eu me reuni com o Comitê de Emergência para rever a evolução da pandemia e fazer as recomendações apropriadas. É claro, a pandemia permanece uma emergência de saúde pública de interesse internacional”, declarou Tedros. Ele explicou que o comitê é formado por “especialistas internacionais e independentes, que representam todas as regiões e com uma gama completa de especialidades relevantes” para o enfrentamento do vírus.

Mais cedo, a OMS já tinha anunciado um fundo de recursos em parceria com o Banco Europeu de Investimentos (BEI) para auxiliar no combate à pandemia em 10 países da África Subsariana, ampliando o acesso da região à saúde pública.

Durante a coletiva, o professor Didier Houssin, diretor da Agência Francesa de Alimentos, Segurança Ambiental e Saúde e Segurança Ocupacional (ANSES, na sigla original), também atentou para a importância de manter o acesso de transportadoras e evitar a escassez de alimentos e itens essenciais. “É claro que existem diferenças entre as regiões. A pandemia está longe de terminar”, declarou.

De acordo com Tedros, a OMS ainda deslocará esforços nas próximas semanas para identificar a origem animal do coronavírus, por meio de missões científicas em parceria com órgãos fiscalizadores das indústrias agrícolas, sanitárias e alimentícias da Europa

Ainda no próximo dia 4, também haverá um evento para arrecadação de investimentos que serão destinados a pesquisas de vacina. De acordo com Werner Hoyer, presidente do BEI, eles já estariam apoiando o desenvolvimento de 20 estudos que podem gerar um retorno de até € 700 milhões.

Os integrantes do Comitê pediram atenção especial aos países “frágeis e vulneráveis”, frisando que ainda não existe cura ou vacina para o coronavírus e que é preciso seguir as recomendações feitas pelo órgão das Nações Unidas. “Nós temos apenas uma OMS e estamos no meio de uma pandemia.” 

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