OMS rejeita cigarro eletrônico como ajuda para parar de fumar

A OMS sabe que não foram obtidas provas suficientes para verificar se o aparelho funciona e não faz mal

EFE,

19 de setembro de 2008 | 14h09

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse hoje que não apóia o uso de cigarro eletrônico como método seguro e eficaz para parar de fumar.   Teste o seu grau de dependência em cigarro   A agência da ONU denunciou que várias empresas utilizaram o logotipo da instituição como propaganda de um produto "que não foi testado corretamente e sequer conta com as garantias sanitárias mínimas", afirmou em entrevista coletiva o diretor da Iniciativa Sem Tabaco da OMS, Douglas Bettcher.   O cigarro eletrônico é um aparelho de metal que imita o tradicional e que conta com uma bateria e um sofisticado sistema que permite a inalação de nicotina.   "Sabemos que o aparelho tem nicotina e muitos outros elementos que ainda não identificamos e que entram diretamente nos pulmões", acrescentou Douglas.   O diretor também explicou que a OMS sabe que não foram obtidas provas suficientes para verificar se o aparelho funciona e, principalmente, se não é prejudicial à saúde.   Por este motivo, Douglas disse que a organização quis deixar claro que "não considera o cigarro eletrônico um tratamento legítimo para parar de fumar" e que, "certamente", a instituição não o apóia, motivo pelo qual pede às empresas envolvidas "que retirem imediatamente o logotipo de seus anúncios".   Douglas explicou que, por enquanto, a organização entrou em contato com a companhia que originalmente criou o produto - com sede em Hong Kong, mas cujo nome não foi revelado - e com as outras instituições que vendem ou distribuem o cigarro eletrônico.   No entanto, não descartou que a agência da ONU empreenda ações legais contra as mesmas caso as conversas não prosperem.   Por enquanto, a OMS detectou que o cigarro é vendido em Israel, Brasil, Canadá, Finlândia, Líbano, Holanda, Suécia, Turquia e Reino Unido.   Consultado sobre o que deu errado para que os países com fortes sistemas reguladores permitissem a venda de um produto não aprovado, Douglas afirmou que o processo de consultas está em andamento e que, por enquanto, não tem mais informações a respeito.   O cigarro eletrônico e a bateria que o acompanha custam, em média, 70 euros (quase US$ 100).

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