OMS se reúne com farmacêuticas para discutir vacina da gripe

Organização e especialistas tentam decidir qual vacina deverá ter prioridade de produção neste ano

Associated Press,

14 Maio 2009 | 17h23

Enquanto os casos da gripe A(H1N1), ou gripe suína, se espalham pelo mundo, fabricantes de vacinas e outros especialistas reúnem-se, nesta quinta-feira, 14, na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) para discutir as decisões difíceis que precisam ser tomadas rapidamente para combater o vírus.

 

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Empresas farmacêuticas estão prontas para começar a produzir uma vacina contra a gripe suína, mas como o vírus está em constante mutação, surgem várias dúvidas: quantas doses devem ser produzidas? Como serão distribuídas? Quem deve fer acesso?

 

As recomendações de uma comissão de especialistas serão repassadas à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, que deverá apresentar um aconselhamento à indústria farmacêutica e à Assembleia Mundial de Saúde, na próxima semana.

 

O principal encarregado do combate à gripe na OMS disse que a reunião entre representantes da indústria e especialistas independentes tem por objetivo responder a questões que incluem quando recomendar aos fabricantes que troquem a produção da vacina para a gripe comum para uma que funcione contra a nova versão do vírus.

 

"Sem grande decisões, sem pronunciamentos", disse Keiji Fukuda a jornalistas, depois da reunião. "Estas são questões enormemente complicadas, e não se trata de algo que se possa resolver em uma única reunião".

 

Mas algumas pessoas têm a impressão de que a decisão já foi tomada.

 

"É uma conclusão passada", disse o especialista em vacinas David Fedson. "Se não investirmos numa vacina H1N1, então provavelmente veremos este vírus reaparecer em uma forma suave, moderada ou catastrófica, e não teríamos nada".

 

A maioria dos fabricantes de vacina para gripe só é capaz de produzir uma vacina de dada vez: vacina para a gripe sazonal ou vacina para a gripe pandêmica. A produção leva meses e é impossível mudar a matriz no meio do processo.

 

Os produtores podem fazer quantias limitadas de vacina sazonal e pandêmica - embora não ao mesmo tempo - mas não produzir ambas em massa.

 

"A questão é que a gripe sazonal já tem um impacto significativo nas pessoas", disse Fukuda. "É uma infecção que, estima-se, mata algumas centenas de milhares de pessoas a cada no pelo mundo, então há uma verdadeira troca se você simplesmente disser que vamos parar de fazer essa vacina".

 

Até o momento, as autoridades sanitárias não têm certeza de o quanto a gripe suína é letal, e se vão precisar de mais vacina sazonal ou pandêmica. E se o H1N1 sofrer mutação, os cientistas não sabem se uma vacina feita a partir da forma atual do vírus será eficiente.

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