REUTERS/Denis Balibouse
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OMS sinaliza ‘estabilidade’ do vírus no Brasil, mas alerta para novo crescimento

Diretor do programa de emergências da entidade afirma que momento é de 'extremo cuidado' no País

Guilherme Bianchini, especial para o Estadão

17 de junho de 2020 | 16h39

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a pandemia do novo coronavírus apresenta sinais de estabilização no Brasil, mas reforçou a necessidade de manter todas as precauções para evitar um novo crescimento da covid-19. O diretor do programa de emergências da entidade, Michael Ryan, ressaltou nesta quarta-feira, 17, que o quadro da doença “ainda é muito severo” no País.

“O crescimento não é tão exponencial quanto antes, há sinais de que a situação está se estabilizando. Mas já vimos isso acontecendo em outros países. Eles registraram uma estabilização por alguns dias, e depois a doença decolou de novo. O momento é de extremo cuidado no Brasil”, alertou Ryan.

Até esta terça-feira, 16, o País havia registrado 45.456 mortes e 928.334 casos da covid-19, segundo dados do consórcio dos veículos de imprensa. Estado mais afetado pela doença, São Paulo teve nesta quarta o recorde de mortes pelo vírus em 24 horas. Foram 389 novas vítimas, de acordo com balanço da Secretaria Estadual da Saúde.

O diretor enfatizou a importância das medidas eficazes de prevenção, como o distanciamento físico, a higienização constante e a redução de aglomerações. Ryan manifestou preocupação especial com populações vulneráveis, que precisam ser priorizadas nas ações de combate ao coronavírus.

“Para minorias étnicas e pessoas pobres, é difícil seguir todas as orientações. É preciso focar nas medidas de saúde pública e em dar apoio a essas comunidades, para garantir que o sistema de saúde continue funcionando e sendo capaz de lidar com os pacientes mais graves. Se tudo isso for feito, esperamos que o Brasil controle o avanço da doença e saia dessa situação o mais rápido possível”, disse.

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