OMS: tabagismo pode matar 8 milhões de pessoas por ano até 2030

O tabaco vai matar quase 6 milhões de pessoas este ano, incluindo 600 mil não fumantes, afirma organização

Reuters

31 Maio 2011 | 13h10

LONDRES - O tabaco vai matar quase 6 milhões de pessoas este ano, incluindo 600 mil não fumantes, porque os governos não estão fazendo o suficiente para persuadir as pessoas a deixar de fumar ou proteger outras da fumaça, disse na terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Como frequentemente há um período de muitos anos entre o momento em que as pessoas começam a fumar e o momento em que isso afeta sua saúde, a epidemia de doenças e mortes relacionadas ao tabagismo apenas começou, disse a OMS. Mas até 2030 é possível que o número de mortes por ano chegue a 8 milhões.

 

 

A organização para saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo a governos para que assinem e implementem seu tratado de controle do tabaco. A OMS alertou ainda que, se as tendências atuais se mantiverem, o tabaco pode causar até 1 bilhão de mortes no século 21, um aumento dramático em relação ao século passado, quando causou 100 milhões de mortes.

 

Até agora 172 países e a União Europeia firmaram a Convenção para o Controle de Tabaco (FCTC) da OMS, que entrou em vigor em 2005 e obriga os países a tomar medidas ao longo do tempo para reduzir o índice de tabagismo, limitar a exposição de não fumantes à fumaça, o chamado fumo passivo, e limitar a publicidade e promoção de cigarros.

 

A OMS assinalou algumas medidas recentes encorajadoras: o Uruguai hoje impõe que 80 por cento da superfície dos maços de cigarros seja coberta por advertências sobre os riscos à saúde, como fez o Brasil há anos, e a China proibiu no mês passado o fumo em locais públicos, como restaurantes e bares.

 

Mas a organização disse que é preciso que seja feito mais para que a FCTC alcance seu potencial pleno como "a mais poderosa ferramenta de controle do tabaco".

 

O tabaco mata até metade de seus usuários e é descrito pela OMS como "uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou". O fumo causa câncer do pulmão, que frequentemente é fatal, e outras doenças respiratórias crônicas. Também é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, a maior causa de morte no mundo.

 

A OMS disse que o fumo é um dos maiores fatores que contribuem para uma epidemia mundial de doenças crônicas, como ataques cardíacos, derrames cerebrais, câncer e enfisema, que respondem por 63 por cento de todas as mortes no mundo, quase 80 por cento das quais ocorrem em países mais pobres.

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