AP Photo / Ng Han Guan
AP Photo / Ng Han Guan

OMS visita o primeiro hospital a receber pacientes com covid-19 em Wuhan

Especialistas da organização estão na China para investigar a origem do coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2021 | 04h26

   

WUHAN - Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) continuaram sua investigação sobre a origem do coronavírus neste sábado, 30, na cidade chinesa de Wuhan (centro), durante a qual visitaram um hospital para pacientes com covid-19.

A agenda precisa dos especialistas permanece em sigilo. Os seus tweets e os da OMS são as principais fontes de informação, porque a China permanece quase calada sobre esta visita, que é muito sensível a nível político.

Os membros da equipe, que ficaram em quarentena por 14 dias até quinta-feira, foram para o hospital Jinyintan em Wuhan sob escolta pela manhã, confirmou a AFP.

Este estabelecimento foi o primeiro a receber pacientes com o que então era considerado um vírus misterioso, na cidade onde começou a pandemia do coronavírus no final de 2019.

Ainda há dúvidas sobre o interesse dos elementos que os pesquisadores podem coletar mais de um ano após o início da pandemia. As autoridades chinesas são conhecidas por sua falta de trasnparência em questões polêmicas. A OMS tentou na sexta-feira moderar as expectativas.

"Gostaria de alertar a todos: o sucesso de uma investigação sobre a transmissão de animal para humano não significa necessariamente encontrar uma fonte durante a primeira missão", disse a repórteres Michael Ryan, diretor de operações de emergência da OMS.

Apesar de uma "agenda muito, muito ocupada" da equipe de especialistas em Wuhan, Ryan não entrou em detalhes sobre o programa.

Mas ele mencionou visitas ao Instituto de Virologia de Wuhan e um mercado local, onde animais exóticos vivos eram vendidos e onde o vírus pode ter sido transmitido às pessoas.

O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a hipótese de que o coronavírus poderia ter deixado o instituto de virologia infectando pesquisadores.

A China, acusada de ter demorado a reagir aos primeiros casos do covid-19, vem tentando desde o ano passado chamar a atenção da mídia para o sucesso em conter a epidemia em seu território.

De acordo com dados oficiais, apenas duas pessoas morreram com o novo coronavíruus desde meados de maio. O país asiático registrou oficialmente 4.636 mortes desde o início da pandemia. Um número que contrasta fortemente com os mais de 2,1 milhões no mundo.

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