ONG cobra ministro por queda de estoque de remédio para aids

A Organização Não-Governamental Grupo de Incentivo à Vida (GIV) encaminhou uma carta ontem ao ministro da Saúde, Agenor Álvares, pedindo explicações sobre a falta do remédio anti-retroviral Abacavir, da Glaxo. Usado por 3.300 pacientes no Brasil, ele está com estoques reduzidos, insuficientes para atender ao consumo mensal. O Programa Nacional de DST-Aids divulgou no início do mês nota técnica pedindo para que serviços de saúde restrinjam a distribuição a gestantes com HIV e tuberculose e a pacientes que não se adaptam a outras drogas. ?A insegurança na distribuição está ficando absurda?, disse o presidente do GIV, Cláudio Pereira. Está prevista para hoje reunião entre representantes da empresa e do Programa Nacional de DST-Aids. A coordenadora do programa, Mariangela Simão, atribui o problema às dificuldades impostas pela empresa para firmar novo contrato. O pedido de renovação foi encaminhado em setembro. A empresa teria enviado proposta que não trazia preço final, o que não é admitido por lei. ?Não entendemos o que levou a empresa a cometer esse deslize?, diz Mariangela. Ao perceber as dificuldades, o programa requisitou entrega extra de medicamentos, correspondente a 25% do contrato anterior. Ela teria de ser feita até quinta, mas a empresa avisou que não cumprirá o prazo. O governo estuda processar o laboratório. O gerente de Comunicação da Glaxo, João Domenech, afirmou não haver risco de desabastecimento. ?Há alguns entraves burocráticos, mas que não põem em risco a população.?

Agencia Estado,

14 de fevereiro de 2007 | 10h56

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