ONGs querem assegurar acesso aos tratamentos contra aids

Organizações pedem que ONU não deixe luta contra drogas ilícitas entrar no caminho dos direitos humanos

Efe

24 de junho de 2008 | 16h17

A Human Rights Watch (HRW) e outras 400 ONGs pediram nesta terça-feira, 24, às Nações Unidas que assegurem que o controle das drogas ilícitas não impeça o acesso aos serviços para tratamento da aids. "A ONU determinou que o controle das drogas deve ser realizado respeitando os direitos humanos e as liberdades fundamentais", disse Rebecca Schleifer, responsável pelo Programa de Saúde e Direitos Humanos da entidade, em comunicado à imprensa. A HRW e várias ONGs escreveram uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com esse pedido, dois dias antes de o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, em inglês) divulgar seu relatório anual. A ONU comemora em 26 de junho o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas. Schleifer acrescentou que apesar do compromisso da ONU, "os Governos de todo o mundo cometem abusos dos direitos humanos em nome do controle das drogas. Não são só abusos horríveis, mas também minam os esforços para lutar contra o vírus HIV e a aids". Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids, em inglês), um terço de todas as novas infecções de HIV fora da África se deve ao uso de drogas injetáveis. As ONGs lembram que os países membros da ONU se comprometeram a proporcionar acesso universal em 2010 aos tratamentos para prevenir a aids. As entidades criticaram a atuação de alguns países, principalmente da China, que segundo elas, "nos últimos anos, comemoraram o 26 de junho com execuções públicas de viciados".

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