Nasa/Reuters
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Ônibus espacial Atlantis se prepara para deixar ISS pela última vez

Aterrissagem do Atlantis na Flórida está prevista para a madrugada desta quinta-feira

CHRIS BALTIMORE, REUTERS

18 Julho 2011 | 15h31

HOUSTON - A tripulação da missão final do ônibus espacial da Nasa fechou a portinhola da Estação Espacial Internacional pela última vez na segunda-feira, preparando-se para o último voo do ônibus de retorno à Terra.

A Nasa está acompanhando a trajetória seguida pela tempestade tropical Bret ao largo da costa atlântica da Flórida, mas não prevê que a tempestade atrapalhe o pouso do Atlantis, previsto para a manhã da quinta-feira.

Antes de entrar no compartimento selado do ônibus pela última vez, os quatro tripulantes do Atlantis deixaram para trás dois suvenires para comemorar os 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais: um modelo do ônibus espacial e uma bandeira americana trazida no Columbia na primeira missão do ônibus americano, em 1981.

Foi uma de uma série de "coisas feitas pela última vez" na missão do Atlantis, que durou 13 dias - a ser seguida pelo derradeiro desacoplamento da estação espacial, na manhã de terça-feira, e o pouso previsto para antes do amanhecer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na quinta-feira.

"Estamos encerrando um capítulo na história de nossa nação", disse o engenheiro de voo da estação espacial, Ron Garan, em cerimônia para celebrar o fechamento da porta.

A bandeira permanecerá fixada na tranca de ar da estação até que esta se abra para admitir astronautas em anos futuros que cheguem à estação numa cápsula construída por empresas comerciais americanas, disse a Nasa.

O comandante do Atlantis, Chris Ferguson, foi o último astronauta do ônibus a deixar a estação antes da porta do ônibus espacial se fechar pela derradeira vez.

O Atlantis é a última de 135 missões de ônibus espaciais que levaram para o espaço satélites e observatórios, incluindo o Telescópio Espacial Hubble. A realização máxima do ônibus, diz a Nasa, foi construir e colocar em órbita e a estação espacial - um projeto de 16 países, que custou US$ 100 bilhões.

Alimentos, roupas e equipamentos

Ferguson e sua equipe levaram à estação espacial mais de cinco toneladas de alimentos, roupas, equipamentos e outros objetos para suprir a estação até que as empresas de entrega de cargas recém-contratadas pela Nasa iniciem seus voos, no próximo ano.

Enquanto isso, a Nasa quer acelerar o desenvolvimento de uma nova nave espacial do tipo cápsula e veículo de cargas pesadas que possa levar pessoas para o espaço distante, para além da órbita da estação, onde os ônibus espaciais não conseguem chegar.

A Nasa está apoiando os esforços de quatro empresas - a Boeing, Space Exploration Technologies, Sierra Nevada Corp. e Blue Origin, esta uma empresa de viagens espaciais lançada recentemente com o apoio de Jeff Bezos, fundador da Amazon - com contratos de desenvolvimento de tecnologia no valor de US$ 269 milhões.

A Nasa espera que os novos veículos estejam prontos para voar em 2015. A Rússia cobra dos EUA mais de US$ 50 milhões para transportar e treinar uma pessoa na cápsula Soyuz.

O fim do programa dos ônibus espaciais será fortemente sentido na Flórida central, Houston e outros centros operacionais do ônibus, onde milhares de engenheiros e técnicos devem perder seus empregos pouco depois do pouso do Atlantis.

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