ONU diz que homofobia é 'cúmplice' da Aids na América Latina

Cerca de dois terços dos casos de Aids na região latino-americana são de homens que fazem sexo com homens

17 de maio de 2008 | 22h01

A ONU afirmou que a homofobia continua sendo o "cúmplice" da Aids na América Latina, onde 2,5 milhões de pessoas sofrem da doença.   A homofobia é uma "aversão, ódio, medo, preconceito ou discriminação contra homens ou mulheres homossexuais, bissexuais, transgêneros, travestis, lésbicas e transexuais", indica em comunicado o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para a América Latina, César Núñez.   Para encarar o problema, segundo Alberto Stella, coordenador da Unaids para Honduras, Costa Rica e Nicarágua, "é necessário um processo educativo que determine mudanças socioculturais para a construção de uma sociedade livre de estigma e discriminação à diversidade de gênero e/ou de orientação sexual".   Da mesma maneira, o coordenador da Unaids para o cone sul, Rubén Mayorga, afirma que "a homo, lesbo e transfobia são parte dos maiores obstáculos às atividades de prevenção e a abordagem dos fatores estruturais e que impulsionam a epidemia (da Aids) e estão associados à violência de gênero".   "Sem a abordagem da homofobia não é possível ter um enfoque de direitos humanos nem de desenvolvimento humano sobre a epidemia, já que cerca de dois terços dos casos de Aids na região latino-americana são de homens que fazem sexo com homens", destacou.   Mayorga afirmou que devem ser planejadas estratégias para prevenir a infecção pelo HIV desta população, assim como reduzir seu efeito.   As declarações, divulgadas na Guatemala, ocorrem no marco da comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia.

Tudo o que sabemos sobre:
aidshomofobiaonuhiv

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.