ONU diz que milhões ainda não têm acesso a drogas contra aids

33 milhões de pessoas em todo o mundo ainda estão contaminadas com o vírus da doença, estima organização

KATE KELLAND, REUTERS

30 Setembro 2009 | 13h52

Mais da metade dos 9,5 milhões de pessoas que precisam de medicamentos contra a aids não têm acesso a eles, e 33 milhões de pessoas em todo o mundo ainda estão contaminadas com o vírus que causa a doença, disse um relatório da ONU divulgado na quarta-feira.

O acesso a medicamentos, aconselhamento e exames de aids aumentou, mas houve 2,7 milhões de novos casos de contaminação em 2007 e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a aids, ainda é um grande desafio à saúde global, disse o relatório.

Teguest Guerma, diretora de aids na Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, observou alguns progressos, especialmente no acesso a exames de HIV e no aconselhamento e na disponibilização de medicamentos de HIV a grávidas e doentes em países de renda média e baixa.

Mas ela disse que a meta internacionalmente acordada de garantir acesso universal a tratamento até 2010 dificilmente será alcançada e requer um esforço mais concentrado.

"Estamos avançando em direção ao acesso universal, mas ainda não chegamos lá," disse ela em entrevista telefônica.

Desde que a pandemia de aids começou, no início dos anos 1980, mais de 25 milhões de pessoas já morreram do vírus. Não existe cura, mas um coquetel de drogas conhecido como terapia antirretroviral altamente ativa pode manter o vírus sob controle. 

 

Vacina 

Empresas e grupos sem fins lucrativos, além de governos, vêm trabalhando para produzir uma vacina contra o vírus causador da Aids, e especialistas concordam que a vacina será a única maneira de derrotar a doença.

Resultados experimentais divulgados na semana passada mostraram que, pela primeira vez, uma vacina experimental protegeu pessoas contra o vírus - mas reduziu o índice de contaminação em apenas 30 por cento.

"Precisamos continuar com as pesquisas, porque existe a esperança de descoberta de uma vacina," disse Guerma. "Por enquanto, porém, uma vacina de eficácia moderada não pode ser usada sozinha."

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