ONU pede menos complacência em Dia Mundial da Aids

Secretário-geral das Nações Unidas pediu maior liderança na luta mundial contra a doença

BBC Brasil, BBC

01 de dezembro de 2007 | 08h10

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, alertou para a crescente complacência na luta contra a Aids, no dia mundial do combate à doença, neste sábado. Segundo o secretário-geral, o número de pessoas infectadas ainda é muito alto, apesar dos progressos no tratamento e prevenção da doença. Ban Ki-Moon, que participou de uma cerimônia religiosa em Nova York à meia-noite de sexta-feira (hora local) para marcar o dia, afirmou que é necessária uma forte liderança se o mundo quiser vencer a batalha contra a Aids e o vírus HIV. "A Aids é uma doença como nenhuma outra. A Aids é uma questão social, uma questão de direitos humanos, uma questão econômica. Ela atinge jovens adultos no momento em que eles deveriam estar contribuindo para o desenvolvimento econômico, crescendo intelectualmente ou cuidando de seus filhos." O secretário-geral pediu ainda que sejam renovados os esforços, especialmente na ajuda às mulheres, que hoje correspondem à metade dos soropositivos. Vários países organizaram eventos para marcar o 20º Dia Mundial da Aids, neste sábado. Nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush pediu ao Congresso que autorize o governo a dobrar a ajuda financeira para combater a Aids para US$ 30 bilhões (cerca de R$ 53 bi) nos próximos cinco anos. "Vamos virar a maré contra o HIV e a Aids de uma vez por todas", disse Bush, acrescentando que faria uma visita ao continente africano no ano que vem. Na África do Sul, foi organizado um concerto especial para marcar a data, com o apoio do ex-presidente Nelson Mandela, um proeminente ativista contra a doença no país. Mais de cinco milhões de sul-africanos são soropositivos, mas dados recentes indicam que, como na maior parte dos países da região, a infecção entre os adultos está se estabilizando ou começou a diminuir. Depois de vários anos em que o governo foi acusado de "negar a Aids", o país hoje tem o maior programa do mundo de tratamento com remédios anti-retrovirais. Mas os ativistas contra a Aids afirmam que é preciso ser feito mais, principalmente na prevenção das transmissões de mãe para filhos. Quase três quartos das mortes relacionadas à Aids em 2006 foram registradas na África sub-saariana. Dois terços dos soropositivos do mundo moram na região. O número de pessoas vivendo com o vírus cresceu em todo o mundo, com os casos mais sérios no leste e centro asiático e no leste europeu. Recentemente, a ONU reduziu as estimativas de pessoas vivendo com Aids/HIV no mundo de quase 40 milhões para 33 milhões, depois de reavaliar seus métodos de coleta de dados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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