Opas pede que afetados por gripe não sejam estigmatizados

Organização Pan-americana da Saúde fez apelo depois que presidente mexicano lamentou discriminação

Efe,

05 Maio 2009 | 18h08

A Organização Pan-americana da Saúde (Opas) pediu nesta terça-feira, 5, à comunidade internacional que não "estigmatize" os doentes de gripe suína, e que seja "justa" com os países que registram casos do vírus influenza A (H1N1), que causa a gripe suína, e lutam para combatê-lo.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde   

 

Em entrevista, Jon K. Andrus, da Opas, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América Latina e no Caribe, fez o apelo depois que o presidente mexicano, Felipe Calderón, lamentou no domingo e na segunda as medidas discriminatórias que alguns países adotaram contra o México.

 

Andrus pediu para "não estigmatizar as pessoas doentes da gripe suína de um país".

 

No domingo, Calderón exigiu respeito aos países que adotaram medidas repressivas ou discriminatórias contra o México devido à epidemia de gripe suína e contra os habitantes do país, e pediu colaboração, alegando que a luta é em benefício da humanidade.

 

Um dia depois, reiterou sua rejeição às medidas "humilhantes ou discriminatórias" de vários países contra os mexicanos.

 

Devido ao surto, Peru, Argentina, Cuba e Equador suspenderam unilateralmente voos para o México. Além disso, a Colômbia impediu as equipes mexicanas de futebol de disputar partidas da Copa Libertadores em Bogotá por temor do vírus AH1N1.

 

Por sua vez, as autoridades na China isolaram vários turistas mexicanos.

 

Segundo o último boletim da Secretaria de Saúde, até o momento a epidemia no México deixou 26 mortos e outros 840 contagiados.

 

Além disso, os Estados Unidos acabam de confirmar a segunda morte no país pela gripe, que já infectou 402 pessoas.

 

Enquanto isso, a OMS elevou hoje a 30 o número de mortos pela gripe e a 1.490 os casos confirmados da epidemia, que já afeta 21 países.

 

Transporte aéreo

 

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês), não vê razão para suspender os voos com o México e, segundo seu presidente, Giovanni Bisignani, a Organização Mundial da Saúde (OMS) "em nenhum momento" indicou isso aos Governos.

 

Em entrevista coletiva concedida em Madri, Bisignani disse que a segurança é "uma das prioridades" da Iata, e destacou que, diante da aparição dos focos de gripe suína no México, as instruções da OMS foram seguidas.

 

O presidente da Iata expressou sua confiança na resolução do problema em pouco tempo e lembrou que foram adotadas todas as medidas oportunas nos aviões.

 

Bisignani destacou que só alguns Governos limitaram os voos, como Áustria, Peru e Equador, enquanto que outros resolveram deixar os viajantes que chegam do México em quarentena por uma semana, como Cingapura e China, mas reiterou que "nenhum país proibiu voos de e para" o território mexicano.

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