Jalal Morchidi/EFE/EPA
Jalal Morchidi/EFE/EPA

OPAS pede elevação de testes e cautela com flexibilização de quarentena

Braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas afirmou que é preciso ter visão mais clara sobre circulação do vírus

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 13h59

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomendou nesta terça-feira, 21, que os países-membros elevem a sua capacidade de testes para identificar os casos de coronavírus e que tomem cuidado ao adotar quaisquer medidas para flexibilizar as restrições à circulação de pessoas. Até 20 de abril, a região das Américas tinha 893 mil casos confirmados e 42.686 mortes. 

Carissa Etienne, diretora-geral da OPAS, braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas, afirmou que não há uma imagem completa de como o vírus está afetando as sociedades. Ela afirmou que os testes são uma ferramenta poderosa para controlar a pandemia e salvar vidas, e disse que no fim de fevereiro a entidade disponibilizou os materiais necessários para os Estados-membros realizarem as provas-PCR, consideradas as melhores para diagnosticar os casos da covid-19. 

"Necessitamos de uma visão mais clara de onde circula o vírus e quantas pessoas foram infectadas para guiar nossas ações. É importante ampliar e acelerar os testes para rastrear a propagação do vírus nas Américas", disse Etienne, ressaltando que nem todos os sistemas de saúde da região conseguem processar um grande volume de testes. "Eles precisam de apoio significativo para lidar com essa grande quantidade de casos". 

A OPAS afirmou que é preciso expandir a capacidade de laboratórios públicos e privados dos países, priorizar os pacientes com sintomas e os que entraram em contato com pessoas contaminadas. E, por fim, garantir que as provas sejam gratuitas porque preços altos criam uma barreira entre o paciente e o tratamento. 

O vice-diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, afirmou que os países só devem pensar em flexibilizar a restrição de circulação de pessoas quando houver informação confiável sobre o controle da transmissão comunitária. "Só então pode-se falar sobre a saída da quarentena ou de um planejamento. Se não, pode haver uma nova onda de transmissão", disse, destacando a necessidade de monitorar todo o processo e fazê-lo passo a passo, de maneira lenta e gradual. 

"O principal é monitorar bem e planificar para que a transição possa ser segura para os países que não só estabilizaram a curva (de casos), mas a diminuíram".

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