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Operação de fábricas deixou legados úteis

Cooperação, flexibilização e coletividade emergiram

Media Lab Estadão, Media Lab Estadão
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25 de junho de 2020 | 12h00

Manter os parques fabris em pleno funcionamento foi um desafio para as indústrias de setores essenciais, como saúde, alimentação, higiene e limpeza. Gigantes como Nestlé, Unilever e a farmacêutica EMS foram rápidas ao instalar protocolos que mantivessem a covid-19 distante das unidades.

Na EMS, o maior laboratório farmacêutico do País, foram canceladas viagens, proibidas visitas de fornecedores e clientes às unidades, reduzida a capacidade do refeitório e dobrado o número de fretados para transporte das equipes. “Todos que chegavam com temperatura acima de 37,5ºC graus eram encaminhados ao médico”, diz Silvana Santana, diretora corporativa de Pessoas da EMS.

Do total, 2 mil pessoas são representantes que visitavam os consultórios médicos, o que foi interrompido. Esse grupo retornou às atividades, agora em junho, utilizando uma plataforma para visitas virtuais, iniciativa que será mantida após a pandemia e com ganhos para a EMS. “Teremos um modelo híbrido, com parte das visitas virtuais e outra parte presencial. Isso nos permitirá aumentar em 20% o número de médicos visitados”, diz Silvana.

Na Unilever, que tem 11,5 mil funcionários e dez fábricas no País que produzem produtos de higiene, limpeza e alimentos, medidas semelhantes foram adotadas: a frota de ônibus foi dobrada e um acordo com a 99 ajudou no transporte; houve medição de temperatura em áreas sensíveis das unidades e alterações nos vestiários e refeitórios. “Temos fábricas no Nordeste e no Sudeste com realidades diferentes que foram levadas em consideração. As baixas foram poucas e controladas”, diz Lucyane Rezende, diretora de Recursos Humanos da Unilever Brasil. A única unidade que registrou mais casos foi justamente uma que ficou parte da quarentena fechada. A unidade de Jaboatão dos Guararapes (PE) fabrica sorvete e parou de funcionar em maio, algo já programado. Na volta, neste mês, por precaução, a Unilever testou todos e 15% estavam com covid-19. “Eles ficaram mais expostos ao vírus em casa do que se estivessem trabalhando”, afirma a executiva.

No caso da Nestlé, com mais de 30 mil funcionários no País, as medidas de segurança das fábricas foram reforçadas seguindo procedimentos adotados pela multinacional em países que já haviam sido afetados. “O fato de termos a experiência multinacional aliada à autonomia dos times locais foi fundamental para adaptarmos os direcionamentos de segurança de acordo com as realidades regionais”, diz Enrique Rueda, VP de Recursos Humanos da Nestlé Brasil. Ele menciona como exemplo a adoção de câmeras de medição de temperatura nas fábricas, como ocorre no exterior.

Para o VP de RH da Nestlé, a pandemia reforçou a importância de termos uma melhor qualidade de vida, o que “já era prioridade na empresa, mas ficou mais evidenciado”. O reforço do trabalho colaborativo é outro legado. “O olhar de profissionais de diferentes áreas e regiões foi essencial para chegarmos rapidamente a todas as nossas unidades e colaboradores com medidas amplas e que atendessem às necessidades de cada um.” Práticas como o home office para alguns colaboradores, flexibilidade de horários e o uso de plataformas digitais para comunicação, na visão de Enrique Rueda, vieram para ficar.

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