Orçamento da Nasa causa impasse no Congresso americano

Proposta que deve ser votada nesta semana deve ajudar a reverter demissões previstas

REUTERS, REUTERS

28 Setembro 2010 | 15h53

Com mais de 1.500 trabalhadores envolvidos na operação de ônibus espaciais encarando demissão nesta semana, congressistas dos Estados Unidos dizem que tentarão aprovar o orçamento da Nasa ainda nesta semana, antes do início do recesso para  as eleições legislativas de 2 de novembro.

 

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"Estamos no limite", disse o senador democrata da Flórida Bill Nelson, durante um simpósio de política espacial.

 

Sem tempo para resolver as contradições entre os orçamentos propostos pelo Senado e pela Câmara para o ano fiscal que começa em 1º de outubro, a única opção é fazer os deputados votarem a lei aprovada pelo Senado, disse um importante congressista, referindo-se ao que deve acontecer na quarta-feira. 

 

"Para dar certeza, estabilidade e clareza para os trabalhadores da Nasa e para a comunidade espacial, creio que é melhor considerar uma lei defeituosa do que ficar sem Eli nenhuma no início do ano fiscal", disse o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Bart Gordon.

 

O programa de exploração espacial dos EUA entrou em confusão quando o presidente Barack Obama decidiu encerrar os planos de um retorno à Lua, cancelando o programa Constellation, estabelecido para desenvolver as naves espaciais necessárias para esta meta. 

 

O plano de Obama, apresentado em fevereiro, transforma o governo em um usuário de viagens para a órbita da Terra, deixando de ser um provedor. A proposta dividiu os congressistas e os especialistas.

 

A proposta do Senado reduz os incentivos propostos por Obama para que a iniciativa privada desenvolva as naves que levarão astronautas americanos à Estação Espacial Internacional (ISS). Além disso, antecipa o cronograma de desenvolvimento, pela Nasa, de um novo foguete capaz de levar astronautas em missões além da órbita lunar.

 

A aprovação não evitará as demissões previstas para esta semana, mas autoriza programas, como o novo foguete, que vão exigir contratações.

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