REUTERS/Dado Ruvic
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Órgão americano alerta Estados para prepararem distribuição de vacina no início de novembro

CDC informou autoridades locais de Saúde que a chegada da vacina pode ser antecipada. Doses seriam aplicadas em servidores da área médica e integrantes de grupos de alto risco

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2020 | 17h54

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou autoridades de Saúde em todos os Estados americanos para se prepararem para distribuírem a vacina contra o novo coronavírus no fim de outubro ou começo de novembro, de acordo com o divulgado nesta quarta-feira, 2, pelo jornal The New York Times. Servidores da área da Saúde e grupos de alto risco seriam priorizados nessa primeira fase. 

A publicação americana explica que a nova orientação do CDC é o mais recente sinal de uma corrida em aceleração pela vacina contra a doença que já matou mais de 184 mil americanos. Os documentos, informa o jornal, foram enviados aos Estados no mesmo dia em que o presidente Donald Trump disse em discurso à nação, durante a Convenção Nacional Republicana, que o imunizante poderia chegar antes do fim do ano. 

Especialistas destacam a importância de as agências locais estarem preparadas para um esforço complexo e amplo de vacinar centenas de milhões de pessoas. Mas a antecipação também tem causado uma preocupação de que o governo Trump esteja acelerando a distribuição em razão da aproximação da data da eleição presidencial, marcada para ocorrer em 3 de novembro.

"A programação é profundamente preocupante pela politização da saúde pública e as potenciais consequências quanto à segurança. É difícil não ver isso como um empurrão para uma vacina pré-eleitoral", disse ao jornal a epidemiologista Saskia Popescu. 

Na última semana, o mais proeminente especialista americano, o médico Anthony Fauci, tem dito que a vacina poderá ser oferecida a certos grupos antes do fim dos testes clínicos, desde que os dados sejam expressivamente positivos. 

De acordo com o Times, as características descritas pelos documentos do CDC indicam uma referência aos imunizantes produzidos pela Pfizer e pela Moderna. O plano do órgão americano detalha especificações técnicas para vacinas identificadas apenas como A e B, indicando como transportá-las, guardá-las e administrá-las. 

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