Órgãos do Estado terão orientação contra mosquito da dengue

Detran e delegacias de polícia vão incorporar orientações à sua rotina de atendimento ao público

Alexandre Rodrigues, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2008 | 14h07

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) realizou na manhã desta segunda-feira, 7, uma reunião com todo o seu secretariado para envolver todos os órgãos de seu governo no combate à epidemia de dengue no Estado do Rio. Segundo o secretário de Governo, Wilson Carlos, órgãos como o Detran, batalhões da Polícia Militar e a companhia de abastecimento de água (Cedae) vão incorporar à rotina de atendimento ao público orientações para a eliminação de focos do mosquito transmissor da doença.   Acompanhe o avanço da dengue   A Polícia Civil orientará proprietários de automóveis estacionados em seus pátios que regularizem e retirem os veículos apreendidos dentro de 90 dias. Nas favelas onde estão sendo feitas obras de urbanização, a Secretaria de Obras fará campanha de recolhimento de lixo. A coleta será intensificada em todo o Estado a partir de uma reunião das autoridades estaduais com as empresas que prestam este serviço na quarta-feira.   Também haverá campanhas nos serviços de transporte público. Será feito um mutirão para a retirada de lixo depositado ao longo de ferrovias. O governador também enviou uma mensagem à Assembléia Legislativa pedindo a aprovação de uma lei que obrigue fabricantes de caixas d'àgua a vender tampas avulsas para os reservatórios.   "As ações terão caráter permanente, cujo objetivo principal é nos prepararmos já para o verão do ano que vem", disse Wilson Carlos. O secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, informou que quatro novas tendas de hidratação venosa serão abertas esta semana para atender aos doentes. Uma delas, que será instalada no quartel do Corpo de Bombeiros no Méier, na zona norte, será operada por 44 profissionais de saúde do hospital israelita paulista Albert Einstein, que ofereceu a equipe ao Rio sem ônus para o estado. A unidade funcionará em apoio ao Hospital Municipal Salgado Filho, que está sobrecarregado desde a epidemia.   O secretário afirmou que os médicos do Rio que reclamam um pagamento por plantão igual ao dos profissionais de outros estados que virão à capital fluminense para reforçar o atendimento poderão receber a mesma remuneração de R$ 500. "Não vou polemizar quanto vale um plantão. Quero saber quanto vale uma vida", rebateu Côrtes.

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