Origem de Mercúrio pode ser diferente de outros planetas

As origens de Mercúrio podem ser bem diferentes dos seus planetas-irmãos, incluindo a Terra, com base em descobertas preliminares que mostram ricos depósitos de enxofre no solo, disseram cientistas nesta quinta-feira.

IRENE KLOTZ, REUTERS

16 Junho 2011 | 20h56

As descobertas iniciais da primeira nave a orbitar Mercúrio estão forçando os cientistas a repensar como o planeta mais próximo do sol se formou e o que aconteceu com ele nos últimos 4 bilhões de anos.

A nave da Nasa apelidada de Messenger está no terceiro mês de uma missão de um ano. Ela também descobriu evidências de um campo magnético e rajadas regulares de elétrons jorrando através da magnetosfera.

"É quase um planeta novo, nós nunca tivemos este tipo de dado antes", disse o pesquisador-chefe Sean Solomon, do Instituto Carnegie, de Washington.

Vulcões aparentam ter desempenhado um papel grande na formação de Mercúrio, fornecendo material novo para preencher a sua superfície cheia de crateras, mas também possivelmente fornecendo uma fonte inesperada de enxofre na superfície, uma descoberta que sugere que Mercúrio pode ter tido materiais em sua origem diferentes de Vênus, Terra e Marte.

Os cientistas acreditavam que Mercúrio, que acredita-se ter sido formado nas partes mais quentes e densas da nébula solar original, não teria as temperaturas adequadas para manter materiais leves como o enxofre.

"Elementos como esses são normalmente perdidos no espaço", disse Solomon.

"O fato de vermos enxofre aponta fortemente para a possibilidade de termos gases de enxofre saindo. Todas as nossas ideias simples ... um planeta quente, que consome voláteis com facilidade ... não está se mostrando ser tão simples como imaginávamos", acrescentou Solomon.

Novas imagens da Messenger revelam uma planície gigantesca formada por um fluxo de lava muito antigo que cobre um espaço de 400 milhões de quilômetros quadrados, cerca de metade dos Estados Unidos.

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