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Os principais mitos e verdades a respeito da memória

A capacidade de armazenamento de informações da memória é limitada.  

Estadão.com.br,

09 de maio de 2012 | 15h57

Falso. Antes acreditava-se que as pessoas nasciam com uma determinada capacidade de memorização, considerada fixa. Hoje sabe-se que trata-se de uma capacidade flexível, que pode ser aprimorada por meio de técnicas e práticas. No entanto, temos um período de sobrecarga da memória e da aprendizagem. Por esta razão, é importante programar pausas entre as tarefas.  

A memória pode piorar com a idade.  

Verdadeiro. Mesmo sem nenhuma doença, pessoas mais velhas costumam ter mais dificuldade em armazenar novos conhecimentos e também em lembrar-se de fatos guardados na memória. Isso ocorre porque, a partir dos 65 anos, a velocidade de processamento das informações diminui. Mas o treinamento específico e outras medidas preventivas pode minimizar o problema.  

Ter boa memória significa ser inteligente. 

 Não necessariamente. Memorizar muitas coisas nem sempre é sinal de inteligência, mas dificilmente uma pessoa inteligente e bem sucedida não terá boa memória.  

Truques como amarrar um cordão no dedo ajudam a lembrar.  

Não necessariamente. A memória funciona por associações. Ou seja, estamos relacionando sempre os eventos entre si para nos lembrarmos deles mais facilmente. O cordão poderá servir de lembrete para recuperar rapidamente uma determinada informação no cérebro, desde que ela esteja bem associada ao cordão. Caso contrário, a pessoa constata que tem um lembrete, mas não consegue lembrar especificamente o que fazer.   

Esquecer a chave de casa ou o lugar onde estacionou o carro é um sinal de que a memória está ruim.  

Não necessariamente. Em geral, estes fatos estão ligados à distração ou à falta de organização. A falta de atenção pode levar uma pessoa a não fixar uma informação - como o piso do shopping em que deixou o carro estacionado. A pessoa só deve ficar preocupada isso se repete de maneira frequente.   

Quem tem boa memória aprende uma segunda língua com mais facilidade.

Verdadeiro. A capacidade de se lembrar rapidamente dos sons, do vocabulário e da estrutura do novo idioma torna o aprendizado mais fácil.  

Se não for estimulado, o cérebro perde a agilidade para memorizar de modo eficiente.  

Verdadeiro. A retenção de novas informações depende do número e do fortalecimento das conexões existentes entre os neurônios, a sinapses. Estas dependem de tarefas que demandem concentração.   

Algumas pessoas nascem com capacidade de memorização boa e outras não.  

Verdadeiro. Mas até as pessoas que nascem com menor capacidade de memorização podem melhorá-la pela prática de exercícios e de estratégias compensatórias.  

Guardamos memórias falsas.  

Verdadeiro. Lembrar coisas que não aconteceram é comum. Trata-se de mescla de memórias ou de armazenamento do que se ouviu contar, mas não se viveu.  

Fonte: Ana Alvarez, doutora em Ciências e especialista em memória 

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