Outra criança morre vítima da epidemia de dengue no Rio

Lista oficial de mortos pela doença sobe para 49, desconsiderando casos de mulher grávida e seu bebê

Efe

23 de março de 2008 | 14h23

As autoridades do Rio de Janeiro confirmaram neste domingo, 23, que a morte de uma criança de doze anos foi causada pela dengue, que já mantém os hospitais da cidade em estado de emergência e se calcula que tenha sido contraída por aproximadamente 36 mil pessoas. Veja também:    Especial - A ameaça da denguePara governo, dengue cresce no Rio por falta de agentes Dengue atinge status de epidemia no Rio Com a morte dessa criança, a lista oficial de mortos pela doença sobe para 49, após as autoridades terem desconsiderado, ao menos até o momento, os casos de uma mulher grávida de oito meses e seu bebê, que ao que parece faleceu dentro do ventre por "dengue materna", isto é, dengue contraída da mãe, ainda dentro do útero. No entanto, segundo a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, o diagnóstico de dengue materna sobre o falecimento desse bebê deve ser "revisado". Sobre a morte da mulher, que os médicos do hospital atribuíram à dengue, as autoridades sanitárias disseram neste domingo, 23, que na realidade foi devida a uma "infecção generalizada", cuja origem ainda deve ser esclarecida. Com a morte da criança deste domingo, 23, já são 26 os menores de 14 que perderam a vida devido a uma picada do Aedes aegypti, que transmite tanto a dengue quanto a febre amarela.  O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocou as autoridades sanitárias federais, do estado e do município do Rio de Janeiro, para UAM reunião que se realizará segunda-feira, 24, após as festividades da Semana Santa, em que se pretende definir uma estratégia de combate à doença.  O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que as Forças Armadas podem ser incorporadas imediatamente à tarefa de pulverização, como fizeram em Brasília janeiro passado, quando os arredores da capital tiveram um grande surto de febre amarela.  Segundo Jobim, o Exército também tem capacidade de montar hospitais de campanha para atender aos numerosos casos da doença e colaborar, assim, com a rede de saúde pública, que está em colapso devido à enorme quantidade de pacientes que recebe por dia. A pior situação ocorreu na quinta-feira, 20, quando foram registrados 2053 casos de dengue, alarmantes 1,4 casos por minuto.

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