Outro problema técnico adia novamente lançamento do Discovery

Um vazamento de hidrogênio forçou nesta sexta-feira a Nasa a adiar o lançamento do ônibus especial Discovery pela quarta vez nesta semana, atrasando a partida da espaçonave até pelo menos a segunda-feira.

IRENE KLOTZ, REUTERS

05 Novembro 2010 | 14h01

O adiamento do 39o. e ultimo voo da Discovery foi anunciado cerca de seis horas antes do lançamento, marcado para as 15h04 no horário local (17h04 no horário de Brasília), com a missão de levar equipamentos para a Estação Espacial Internacional.

Quando hidrogênio e oxigênio líquidos estavam sendo colocados dentro do tanque de combustível do ônibus espacial, um vazamento de hidrogênio ocorreu no sistema de ventilação entre a espaçonave e a plataforma de lançamento.

"Não conseguiremos lançar hoje o ônibus espacial Discovery em sua missão final", afirmou o comentarista da Nasa, Allard Beutel. Ele disse que o voo será adiado pelo menos até a segunda-feira.

A nave está carregando um compartimento de armazenamento, peças reserva e suprimentos para a estação espacial, assim como um robô humanóide protótipo, como um projeto de demonstração de tecnologia.

Os técnicos interromperam o lançamento na quinta-feira devido ao mau tempo no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A partida tinha sido originalmente agendada para segunda-feira, mas foi atrasada duas vezes por outros problemas técnicos.

O voo do Discovery está entre os últimos planejados para o programa de ônibus espaciais, que será encerrado no próximo ano para liberar recursos para o desenvolvimento de novas espaçonaves e foguetes que possam viajar a asteróides e eventualmente até Marte, locais fora do alcance dos ônibus espaciais.

A Nasa pretende aumentar suas opções comerciais levando astronautas à estação espacial. Assim que os ônibus espaciais forem aposentados, apenas a Rússia terá espaçonaves capazes de conduzir pessoas à estação.

A China, única outra nação que levou humanos ao espaço, não é membro da parceria da Estação Espacial Internacional, que tem 16 países.

A estação, que custou aproximadamente 100 bilhões de dólares, está em construção desde 1998, 354 quilômetros acima da superfície da Terra.

Após o voo do Discovery, a Nasa planeja lançar um detector de partículas, de 2 bilhões de dólares, conhecido como Espectrômetro Magnético Alfa, para ser instalado do lado de fora da estação. A agência também pretende levar uma carga final de equipamentos no próximo ano.

O Congresso norte-americano aprovou um voo extra, que tem custo calculado em 600 milhões de dólares, mas não destinou os fundos antes das eleições parlamentares da última terça-feira.

(Reportagem de Irene Klotz)

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