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Ovo de Páscoa pequeno e escuro pode fazer bem ao coração, diz estudo

Pessoas que comem chocolate têm risco 39% menor de sofrer um ataque cardíaco

Reuters

30 Março 2010 | 15h54

Ovos de Páscoa podem fazer bem à saúde, mas apenas se forem pequenos e feitos de chocolate escuro, com alto teor de cacau, revela o mais recente em uma série de estudos científicos a indicar potenciais benefícios do chocolate à saúde.

 

Pesquisadores alemães estudaram mais de 19.300 pessoas ao longo de uma década e descobriram que as que comiam mais chocolate - uma média de 7,5 gramas por dia - tinham pressão sanguínea mais baixa e um risco 39% menor de sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral do que as que comiam menos chocolate - uma média de 1,7 gramas por dia.

 

Mas a diferença entre os dois grupos era de pouco menos de seis gramas de chocolate por dia, ou seja, menos de um quadrado pequeno de um tablete médio de 100 gramas, escreveram os cientistas em um estudo a ser publicado na quarta-feira, 1, no European Heart Journal.

 

Brian Buijsse, do Instituto Alemão de Nutrição Humana, em Nuthetal, que liderou o estudo, disse que as pessoas não devem usar seu estudo como desculpa para se entupirem de chocolate.

 

"Quantidades pequenas de chocolate podem ajudar a prevenir doenças cardíacas, mas apenas se substituírem outros alimentos energeticamente densos, como lanches, para manter o peso corporal estável", disse ele.

 

Os pesquisadores acham que os flavanóis presentes no cacau podem ser a razão pela qual o chocolate parece fazer bem à pressão sanguínea e à saúde do coração - e, como há mais cacau no chocolate escuro, o chocolate escuro pode ter efeito maior.

 

Verduras, vinho e cacau

 

Os flavanóis são uma classe dos flavonóides, antioxidantes encontrados em muitas verduras, no cacau e no vinho tinto. "Os flavonóis parecem ser responsáveis por aumentar a biodisponibilidade de óxido nítrico das células que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos", disse Buijsse.

 

O óxido nítrico é um gás que, depois de liberado, leva as células musculares lisas dos vasos sanguíneos a relaxarem e se alargarem, disse ele, o que pode contribuir para reduzir a pressão sanguínea.

 

Os pesquisadores usaram dados de participantes em um estudo maior chamado Investigação Prospectiva Europeia sobre o Câncer. Eles acompanharam mais de 19.300 pessoas ao longo de mais de 10 anos, durante os quais foram registrados sua pressão sanguínea, altura e peso, além de detalhes sobre dieta, saúde e estilo de vida.

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