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Paciente é internado com suspeita de Ebola em Washington

Homem viajou recentemente à Nigéria e tem sintomas associados ao vírus; quinto americano foi diagnosticado com a doença na Libéria

O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2014 | 16h19

Um paciente com sintomas associados ao vírus Ebola e que viajou recentemente à Nigéria, país que registra casos de infecção e mortes pela doença, está sendo tratado de forma isolada por precaução em um hospital de Washington, capital dos Estados Unidos. 

"É um excesso de precaução. Ativamos os protocolos apropriados de controle de infecção, incluindo o isolamento do paciente", disse em um comunicado Kerry-Ann Hamilton, porta-voz do hospital da Universidade de Howard. O paciente cuja identidade não foi divulgada está em condição estável, de acordo com o hospital.

As autoridades de saúde americanas estão em alerta desde a terça-feira passada, quando se confirmou o primeiro caso de Ebola no país. Thomas Eric Duncan viajou da Libéria a Dallas, no estado americano do Texas, após auxiliar uma mulher contaminada pelo vírus no seu país. Ele está sendo tratado em isolamento em um hospital de Dallas.


A rede de televisão americana NBC anunciou que repatriará em voos privados sua equipe jornalística que está na capital da Libéria, Monróvia, após saber que um dos operadores de câmera contraiu Ebola. O homem infectado trabalhava em vários projetos no país há três anos e informava sobre a epidemia como colaborador para vários meios escritos.

O homem identificado como Ashoka Mukpo, de 33 anos, é o quinto americano diagnosticado com a doença - o quarto cujo diagnóstico ocorreu ainda em um país africano. A NBC disse que ele se auto isolou após se sentir doente e com febre. "Obviamente estamos com medo e preocupados", disse o pai de Mukpo, Mitchell Levy. "Ele estava filmando o que estava acontecendo na Libéria por duas semanas e vendo a morte e a tragédia, e agora ele realmente percebeu como é", disse.

O diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Thomas Frieden, tem se mostrado otimista sobre deter o avanço da doença no país. "Não vou prometer o que podemos para a doença em um só caso, mas posso dizer que estamos em vantagem porque tomamos todos os passos corretamente", disse. 

Frieden se opôs à ideia de fechar a fronteira a passageiros vindos dos países africanos mais afetados pelo vírus já que isso dificultaria a ajuda enviada a essas localidades.

Limpeza. Após a reclamação de especialistas de saúde, o apartamento onde Thomas Eric Duncan morou em Dallas será higienizado. A medida ocorre cinco dias após o diagnóstico de Duncan, primeiro portador do vírus que só foi diagnosticado quando já estava nos Estados Unidos. 

Uma empresa contratada deverá ainda nesta sexta-feira, 3, ir ao local e realizar a limpeza e a retirada de lençóis e roupas utilizadas pelo homem de 42 anos. No imóvel, estão isoladas quatro pessoas que mantiveram contato com Duncan. O trabalho deve se estender por três horas. 

As pessoas permanecerão no apartamento durante a limpeza. Veículos de salvamento e atendimento médico foram deslocado para as imediações do imóvel. O material retirado do local será disposto em contêineres e levados a um local seguro. Autoridades estimam que até 100 pessoas possam ter mantido contato com o paciente antes da internação./COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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