Paciente foi infectado com zika, dengue e chikungunya ao mesmo tempo na Colômbia

Homem de 49 anos procurou atendimento e teve resultado positivo para as três doenças; médicos pedem mais pesquisas na área

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2016 | 18h09

SÃO PAULO - Um estudo publicado no “Journal of Infection and Public Health” revelou em janeiro o que se acredita ser o primeiro caso de tripla infecção simultânea por zika vírus, dengue e chikungunya em um ser humano. Um grupo de infectologistas colombianos lideraram a pesquisa e relataram os resultados na publicação médica.

O paciente é um homem de 49 anos natural da cidade de Sincelejo, no norte da Colômbia, que procurou atendimento sentindo febre e com efeitos de conjuntivite em ambos os olhos, além de manchas vermelhas no corpo. Inicialmente, ele foi testado para dengue e chikungunya, tendo apresentado resultado positivo nos dois exames. A amostra foi posteriormente testada para zika, também sendo confirmada a infecção. Exames de outras doenças, como malária, retornaram negativas.

O homem relatou ter viajado recentemente a diferentes localidades do país, as quais tiveram casos confirmados de zika. “É o primeiro caso reportado na Colômbia e na América Latina dessa coinfecção entre dengue e chikungunya e provavelmente a primeira no mundo que também inclui zika”, escreveram os pesquisadores Wilmer E. Villamil-Gomez, Orfy González-Camargo, José Rodriguez-Ayubi, Diana Zapata-Serpa e Alfonso J. Rodriguez-Morales, que assinam a pesquisa.

O paciente se recuperou bem das infecções e foi liberado. Os especialistas alertam para necessidade de pesquisas principalmente sobre o zika. “Apesar de casos de zika não terem sido descritos como severos, o espectro clínico da doença permanece incerto e, considerando o rápido desenvolvimento da epidemia na América Latina,  o assunto merece uma futura análise”, disseram. 

“Médicos deveriam considerar chikungunya e zika em diferentes diagnósticos similares ao de dengue. Finalmente, mais pesquisas sobre essas doenças são necessárias, especialmente sobre o zika que tem informações limitadas em vários aspectos, incluindo formas potenciais de transmissão não-vetorial”, acrescentaram os pesquisadores. 

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