Pacientes com câncer continuam fumando após o diagnóstico

Largar o hábito pode ser fundamental no tratamento, dizem especialistas

estadao.com.br,

23 de janeiro de 2012 | 12h49

 Um novo estudo descobriu que uma parcela dos pacientes com câncer colorretal e de pulmão continuam a fumar após o diagnóstico.

Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer, o foco principal é o tratamento da doença. Mas parar de fumar pode ser tão importante quanto, porque o hábito pode afetar negativamente a resposta ao tratamento, o risco de novos tumores e, potencialmente, a sobrevida, dizem os autores.

O artigo foi publicado primeiramente na edição online do periódico Câncer.

Os pesquisadores avaliaram as taxas de tabagismo na época do diagnóstico e cinco meses após em 5.338 voluntários. No início, 39% dos pacientes de câncer de pulmão e 14% dos que sofriam de tumor colorretal fumavam. No fim, as taxas ficaram em 14% e 9%, respectivamente. Os resultados indicam que uma parte dos pacientes continua fumando e que os portadores de câncer colorretal são menos propensos a largar o hábito.

Fatores e características relacionados à dificuldade em largar o hábito variaram conforme o tipo de câncer. Pacientes com câncer de pulmão tinham menor índice de massa corporal, baixo suporte emocional, não receberam quimioterapia e tinham fumado um alto número de cigarros em algum momento da vida. As vítimas de câncer colorretal tinham menor nível educacional e também tinham fumado grande número de cigarros por dia.

"O achado pode ajudar a identificar pacientes que correm risco de continuar fumando e guiar o desenvolvimento de um tratamento para largar o cigarro nessas pessoas", dizem os autores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.