Vanderlei Faria/Prefeitura de Cascavel/Divulgação
Vanderlei Faria/Prefeitura de Cascavel/Divulgação

Pacientes isolados em UPA de Cascavel deverão ser liberados

Unidade passa por higienização e será reaberta ainda nesta sexta; africano suspeito de ter contraído Ebola estava internado no local

Julio Cesar Lima e Marco Antônio Carvalho, Especial para o Estado

10 Outubro 2014 | 08h37

Atualizado às 13h10
 
CURITIBA - Os pacientes atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Brasília, no município de Cascavel, no oeste do Paraná, serão liberados do isolamento ainda nesta sexta-feira, 10. O mesmo também acontecerá com a equipe médica que estava de plantão quando um estrangeiro chegou à unidade com suspeita de portar o vírus Ebola. A unidade deve estar liberada até o final da tarde desta sexta-feira.

A prefeitura de Cascavel informou que, por orientação de uma equipe do Ministério da Saúde, começará a liberar pacientes, médicos e enfermeiros que estavam isolados na UPA. Eles deverão ter o estado de saúde analisado e serão monitorados por 21 dias, período de incubação do vírus. A unidade passará por "higienização total" antes da reabertura no início da tarde desta sexta-feira. 

No início da manhã desta sexta-feira, a UPA Brasília ainda se encontrava fechada, mantendo em isolamento os pacientes internados e a equipe médica que estava de plantão na hora em que foi registrada a suspeita. Uma equipe do Ministério da Saúde chegou durante a madrugada a Cascavel para avaliação do caso. 

Paciente. O paciente suspeito de infecção - o guineano Souleymane Bah, de 47 anos - foi transferido ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, unidade da Fundação Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro. O homem foi transportado até o aeroporto de Cascavel, onde embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Bah está no Brasil desde setembro, quando deu entrada em seu visto no posto da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina. No momento, ele está em um hospital do Rio de Janeiro, para onde foi levado nas primeiras horas da manhã.

Em entrevista ao portal CATVE, alguns familiares de pacientes aguardavam com ansiedade alguma informação. Uma familiar de paciente, que estava na UPA e foi impedida de sair, disse que a situação estava tranquila.

"Ela (familiar) falou que está tudo tranquilo, mas que ninguém sabe da pessoa (Bah), eles sabem apenas o que se informa do lado de fora, ela está muito isolada", comentou, sem se identificar.

Epidemia. O mais recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou a Guiné como o terceiro país mais afetado pela epidemia de Ebola, que teve início em março. No total, são 1.298 infectados, dos quais 768 morreram. A doença também atinge a Libéria, com 2.210 mortes, Serra Leoa, com 879 casos fatais, e Nigéria, com oito mortes.

Na quarta-feira, o primeiro paciente diagnosticado fora da África não resistiu ao avanço da doença. O liberiano Thomas Eric Duncan morreu mesmo tendo recebido tratamento em um hospital de Dallas, no Estado norte-americano do Texas.

A primeira paciente que contraiu o vírus fora do continente africano teve piora no estado de saúde. Trata-se da enfermeira espanhola Teresa Romero, de 44 anos, que se infectou ao tratar de religiosos que haviam trabalhado na África e foram repatriados a Madri, na Espanha.

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