Pacientes morrem após sessão de quimioterapia em Campo Grande

Três mulheres, de 48, 61 e 72 anos, não resistiram; suspeita é de superdosagem de medicamento. Polícia Civil investiga o caso

Lucia Morel, Especial para O Estado

22 Julho 2014 | 18h58

CAMPO GRANDE - A má administração de um medicamento usado em quimioterapia pode ser a causa de três mortes de pacientes que faziam tratamento oncológico na Santa Casa de Campo Grande (MS). A Polícia Civil já investiga o caso.

Em apenas três dias seguidos no mês de julho, três pacientes, de 48, 61 e 72 anos, morreram. A suspeita é de superdosagem em um medicamento. Segundo a direção do hospital, é possível ter havido erro humano na ocorrência dos óbitos. Uma quarta paciente teve reação alérgica, foi internada, mas seu quadro de saúde é estável. 

A empresa que presta o serviço de quimioterapia à Santa Casa, o Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, demorou quatro dias - depois da última morte, no dia 12 - para informar à administração do hospital sobre os três óbitos. 

Nesses casos, o repasse da informação, ainda que haja apenas uma suspeita de ligação entre as mortes e o tratamento quimioterápico, deve ser feito imediatamente, tanto ao hospital onde o serviço é prestado, quanto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além da Polícia Civil, uma comissão foi formada por funcionários da Santa Casa e técnicos da Anvisa para investigar os casos. Os trabalhos continuam até sexta-feira, 25. O lote do medicamento que matou as três pacientes foi administrado a outras 41 pessoas, que estão sendo ouvidas.

O Centro de Oncologia tem como sócio o médico Adaberto Siufi, investigado pela Polícia Federal na Operação Sangue Frio, acusado de chefiar um esquema para monopolizar e privatizar o serviço de radioterapia em Campo Grande.

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