Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Pacientes que estão sem receber 'pílula do câncer' vão à Alesp

Audiência reunirá nesta quarta deputados, secretários, pesquisadores, médicos, representantes da USP e da Unesp

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2015 | 11h27

SOROCABA - Portadores de câncer que obtiveram liminares da Justiça para receber a fosfoetanolamina sintética, conhecida como "pílula do câncer", reúnem-se nesta quarta-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para pedir a liberação da substância. Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo barrou o cumprimento das liminares por entender que fosfoetanolamina não foi submetida a testes que comprovem sua eficácia.

O composto vinha sendo fabricado e distribuído gratuitamente pela Universidade de São Paulo (USP), no câmpus de São Carlos, no interior paulista. 

De acordo com o deputado Rafael Silva (PDT), que vai presidir a audiência, os pacientes estão se mobilizando pelas redes sociais e cobrando a participação de autoridades no encontro. Eles querem a liberação imediata para os portadores que já estavam tomando a substância.

De acordo com Diego Rodriguez, que perdeu o pai recentemente, vítima de câncer, quando esperava o fornecimento da fosfoetanolamina, muitos pacientes não têm tempo de esperar as pesquisas com a substância prometidas pelos governos estadual e federal.

O deputado convidou secretários de Estado e outros representantes dos governos para o encontro, que deve ter a participação de um grande número de parlamentares. Dirigentes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Butantã estarão presentes, segundo Silva, assim como os pesquisadores que sintetizaram a fosfoetanolamina e médicos que prescreveram o composto. A reunião, no Auditório Teotônio Vilella, começa às 10 horas.

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