Padilha atribui queda no número de leitos a fechamento de manicômios

Ministro admite, no entanto, que é necessária a ampliação urgente de vagas de UTI adulto e infantil

Beatriz Bulla e Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2013 | 14h41

SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atribuiu a diminuição no número de leitos no País, de 3 por mil habitantes em 1999 para 2,3 em 2009, ao fechamento de manicômios no período. "A maior proporção de leitos reduzidos foi em hospitais psiquiátricos, a maior participação de leitos que existia antes, que nós de forma correta fechamos", afirmou Padilha, ao ser questionado sobre os dados divulgados na manhã desta sexta-feira, 29, pelo IBGE.

O ministro, no entanto, considera necessária a ampliação urgente de leitos de UTI adulto e infantil. Por isso, "um grande desafio para ser superado vai ser formar mais especialistas para ter leitos de UTI", completou ao deixar evento com empresários no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Outro dado divulgado pelo IBGE é a concentração de novas infecções de HIV em pessoas acima dos 40 anos. "Isso acontece porque as pessoas vivem mais", resumiu o ministro. Padilha diz que, para o governo, no entanto, a maior preocupação é o aumento da transmissão do vírus entre jovens gays. Para o próximo dia 1º, o ministério irá divulgar uma campanha voltada a esse público, no Dia Internacional de Combate ao HIV. "Quase metade dos novos casos de HIV está concentrada nesse público", disse Padilha, com base em dados do Ministério da Saúde nos últimos três anos.

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