Padilha diz que se consultaria com estrangeiro reprovado no Revalida

Ministro da Saúde diz que exame é uma prova feita para médicos que querem operar ou trabalhar em UTI e que perfil do profissional é diferente do Mais Médicos

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2013 | 20h27

SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 1º, que não faz diferença para o Programa Mais Médicos se o estrangeiro foi reprovado no Revalida, exame para graduados em medicina no exterior atuarem no País. O chefe da pasta foi questionado pelo fato de 48 dos 681 participantes da primeira leva de médicos que chegaram ao Brasil não passaram no teste e disse que até se consultaria com um deles, "sem medo".

"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. São programas absolutamente diferentes", disse o ministro. "O Revalida é uma prova feita em um dia para saber se ele pode operar ou trabalhar na UTI. Mais Médicos recebe médicos que ficam três semanas - não é um dia de prova - em avaliação. É uma forma de atrair médicos para os postos de saúde onde não há médicos neste País".

Segundo ele, o Revalida serve para profissionais que querem atuar em procedimentos mais complexos, como cirurgias, para atuar em qualquer local e sem supervisão permanente de outro médico ou universidades, conforme ocorre no programa do Governo. O número de participantes do Mais Médicos reprovados no Revalida foi revelado pela Folha.

"Quem vem para o Mais Médicos não veio pelo Revalida. Ele pode fazer a qualquer momento o Revalida, para atuar em outros serviços que não a atenção básica de saúde. Em outros países, também é assim", declarou Padilha.

Na próxima semana, começará a nova fase do Mais Médicos, com a chegada de outros 1.200 estrangeiros a partir de segunda-feira que vem. "Tivemos resultados muito positivos . São cerca de 1.500 médicos já atendendo a população. Nós tivemos a capacidade de dobrar a capacidade de atendimento em algumas unidades de saúde".

De acordo com o ministério, foram 320 mil consultas já no primeiro mês do programa. Na capital de São Paulo, a perspectiva é receber mais 80 médicos a partir da próxima semana. Em Guarulhos, deverão ser outros 17.

Padilha veio a São Paulo nesta sexta-feira para participar da cerimônia de um ano do Unidade Avançada de Insuficiência Cardíaca do Hospital Sírio Libanês,que tem uma parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro também aproveitou o evento para anunciar a compra de 80 aceleradores lineares usados em radioterapia pelo SUS em todo o Brasil.

A empresa vencedora da licitação, Varial Medical System, terá que instalar uma fábrica no País e transferir a tecnologia aos brasileiros, no prazo de 5 anos. O valor do contrato é de R$ 119,9 milhões.

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