Padilha: governo focará ação contra dengue em Estados

A presidente Dilma Rousseff orientou sua equipe a montar uma força tarefa para combater o mosquito da dengue

Leonencio Nossa e Solange Spigliatti, O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2011 | 11h42

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta terça-feira, 11, que o governo focará suas ações de combate à dengue especialmente em 16 Estados que apresentam alto risco de epidemia. No ano passado, os técnicos da saúde listavam 10 unidades da federação com problemas. Mas decidiram ampliar por mudanças de metodologia de cálculo.

 

Entre as ações, cada ministério terá um papel específico para prevenir a doença, principalmente nos 16 estados que correm risco de epidemia de dengue, entre eles Rio de Janeiro e grande parte dos estados do Norte e Nordeste, segundo o Ministério. De acordo com o ministério, representantes das cidades com maior risco se reunirão frequentemente com o ministro.

 

Segundo o ministério, o plano de ação basicamente pretende informar a população e mobilizar a rede de parceiros do Ministério da Saúde, que irão reforçar o combate à doença.

Em entrevista após reunião com a presidente Dilma Rousseff e outros ministros, para discutir medidas de combate à dengue, Padilha disse que o governo colocará à disposição da campanha recrutas das Forças Armadas, a rede de postos da Previdência, a estrutura publicitária do Ministério do Turismo, e a estrutura das universidades federais e das escolas técnicas.

O governo pretende ainda tornar semanal o monitoramento dos focos da dengue, com listas de óbitos e casos suspeitos. Informou, também, que os indicadores da dengue devem fazer parte das análises dos projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A presidente Dilma Rousseff orientou sua equipe a montar uma força tarefa para combater o mosquito da dengue.  

 

Análises do Ministério da Saúde apontam 24 cidades com possibilidades de surto da dengue, incluindo duas capitais, Porto Velho e Rio Branco. Outras 154 cidades estão em situação de alerta, como Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória. As análises levam em conta pesquisas feitas por técnicos do governo em 370 municípios.

"Nós estamos anunciando medidas claras para reforçar o controle da dengue e reduzir os números da doença", disse Padilha, ao responder à questão de que há 10 anos o PT acusava o ministro da Saúde do governo tucano, José Serra, de "ministro da Dengue", quando a incidência da doença era menor.

 

O Ministério de Meio Ambiente vai realizar reuniões com empresas importadoras e produtoras de pneus e intensificar a fiscalização do destino e o uso do produto. O Ministério da Previdência também fará sua contribuição, acionando sua rede para repassar informações sobre a doença a seus segurados.

 

Nas rodovias do país, equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) vão passar informações sobre o combate à dengue aos motoristas e passageiros.

Padilha disse que na próxima semana vai se reunir com os secretários de Saúde dos 16 estados com alto risco de epidemia. O Rio de Janeiro está entre eles. O ministro informou que já existe uma "caravana do governo" visitando as cidades mais atingidas.

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