Pai de Eluana diz que situação da filha é 'tortura desumana'

Estado de saúde da italiana de 38 anos causa polêmica; ela está em estado vegetativo desde 1992

Efe,

07 Fevereiro 2009 | 08h13

Giuseppe Englaro, pai de Eluana, a italiana em estado vegetativo que tem a alimentação assistida reduzida gradativamente para que possa morrer, disse que a situação legal criada em torno do caso é uma "tortura desumana". Em várias declarações publicadas neste sábado, 7, pelos meios de comunicação italianos, o pai de Eluana disse que só suporta esta situação porque sabe que, com a suspensão da alimentação e da hidratação artificial, está respeitando a vontade da filha.   Veja também: Governo redige projeto de lei para impedir eutanásia  Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer? Perguntas e respostas: entenda o caso  Veja tudo que foi publicado sobre o caso de Eluana Englaro   Na sexta, Giuseppe Englaro se disse "comovido" com tudo o que está acontecendo, ao se referir à aprovação de um decreto urgente pelo governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi para evitar a morte de Eluana, e que no fim não foi ratificado pelo presidente Giorgio Napolitano.   Essa rejeição não conteve a decisão do Executivo de continuar seu objetivo, já que, horas depois, era aprovado um projeto de lei com o mesmo conteúdo que buscará aprovação no Parlamento no tempo recorde de dois ou três dias.   Segundo o pai de Eluana, a italiana, de 38 anos e em estado vegetativo desde 1992, após um acidente de trânsito, sempre expressou sua vontade de que pudesse morrer se ficasse em um estado como esse. "Se os médicos a tivessem deixado morrer, como ela teria desejado quando nos disseram que não havia esperança, não teríamos agora que reviver continuamente o drama da morte de nossa filha", acrescentou.   Giuseppe Englaro disse que levarão adiante o processo de acompanhamento da morte, porque têm "a razão do direito" a seu lado. O Tribunal de Apelação de Milão autorizou a família Englaro a retirar a alimentação artificial que mantém Eluana viva, uma decisão que foi confirmada pelo Supremo em novembro do ano passado.

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