Pai de Eluana Englaro pede silêncio nos últimos dias da filha

O silêncio e a discrição cercaram a primeira noite de Eluana na clínica particular Quiete, em Údine

EFE,

04 Fevereiro 2009 | 15h50

O pai de Eluana Englaro, a italiana de 38 anos em estado vegetativo desde 1992, e que agora espera, em um clínica, que sejam retiradas a alimentação e a hidratação assistidas que a mantêm com vida, pediu silêncio e respeito nos últimos dias da filha.    Perguntas e respostas: entenda o caso Médicos italianos debatem se Eluana vai sofrerItaliana é transferida para hospital onde ocorrerá eutanásia Papa diz que eutanásia é solução falsa para sofrimento Clínica não desligará aparelhos de italiana em estado vegetativo Italiana em coma pode ser transferida para realizar eutanásia Líder de Toscana pede que clínicas façam eutanásia de Eluana Hospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na Itália Eutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália   Em declarações publicadas hoje pelo jornal La Repubblica, Giuseppe Englaro pediu que "se coloque uma cortina" ao redor da cama da filha.   Giuseppe Englaro disse que não voltará a fazer declarações até que "termine tudo".   A família Englaro pediu na terça-feira, 3, através de seu advogado, Vittorio Angiolini, que "o episódio final desta tragédia seja concluído com silêncio" e anunciou que não serão emitidos comunicados sobre o estado de Eluana.   O silêncio e a discrição cercaram a primeira noite de Eluana na clínica Quiete, em Údine, no noroeste da Itália, onde, nos próximos dias, uma equipe de voluntários retirará progressivamente a alimentação e a hidratação da italiana.   Os médicos, enfermeiros e responsáveis da clínica mantêm um silêncio total sobre o caso, respeitando o pedido da família, e policiais vigiam tanto o lado de fora do centro médico quanto a porta do quarto de Eluana, para garantir a privacidade.   Durante a noite, um grupo de membros do Partido Radical e da associação Luca Coscioni fez uma manifestação diante da clínica Quiete.   Nestes dias, o centro médico de Údine deve se transformar no cenário da profunda divisão do país sobre o caso de Eluana, com contínuas manifestações de grupos a favor ou contra o "direito de morrer".

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