Pai de Eluana vai processar quem o chamou de 'assassino'

Segundo jornal local, Giuseppe Englaro abrirá ação legal para pedir ressarcimento a 'dezenas de pessoas'

Efe,

04 Março 2009 | 15h22

Giuseppe Englaro, pai de Eluana, a italiana que passou 17 anos em estado vegetativo e foi ajudada a morrer após a autorização da Justiça, denunciará por difamação e calúnia todos aqueles que o chamaram de assassino, informou nesta quarta-feira, 4, a imprensa local. Veja também: Pai de Eluana é investigado por homicídio voluntário Você concorda com a decisão de deixar Eluana morrer?Perguntas e respostas: entenda o caso Veja tudo que foi publicado sobre o caso  O advogado dele, Massimiliano Campeis, disse ao jornal Messaggero Veneto, que a ação legal para pedir ressarcimento "envolverá dezenas de pessoas". "Quem chamou Beppino (diminutivo de Giuseppe) de 'homicida' ou 'assassino' terá que responder nos tribunais", disse Campeis, acrescentando que também denunciará por estes mesmos crimes quem se referir assim a Amato de Monte, anestesista responsável pela equipe que ajudou Eluana a morrer ao retirar sua sonda alimentícia. O letrado acrescentou que o dinheiro arrecadado com as indenizações será doado à associação "Por Eluana", que a família quer criar "para continuar sua luta para que na Itália se aprove uma lei justa sobre o testamento vital". "Se até agora ficamos em silêncio e não respondemos aos ataques, não quer dizer que não tenhamos anotado todas as declarações", ameaçou o advogado. Giuseppe Englaro é investigado, junto com os 13 integrantes da equipe médica que ajudou a sua filha a morrer, pelo promotor de Udine (nordeste da Itália), Antonio Biancardi, após as "numerosas" denúncias recebidas pelo suposto "homicídio" de Eluana. Eluana Englaro, de 38 anos, morreu em 9 de fevereiro na clínica La Quiete, em Udine, depois que lhe retiraram a alimentação e a hidratação artificiais, como autorizou a Suprema Corte italiana, a pedido de sua família.

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