Pai relata em livro luta pela morte da italiana Eluana

Beppino Englaro narra a batalha para suspender a alimentação da filha, que passou 17 anos em estado vegetativo

EFE,

05 Junho 2009 | 15h15

istória de Eluana, a italiana que morreu em fevereiro após 17 anos em estado vegetativo, foi narrada pelo pai dela, Beppino Englaro, em um livro, apresentado nesta sexta-feira, 5, em Madri, que conta a luta da família para que fosse reconhecido o direito de liberdade de recusar atendimento e tratamento.

 

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O livro Eluana. La libertà e la vita, escrito em colaboração com a professora de Bioética da Universidade de Turim Elena Nave, tem como objetivo expor a história da italiana pelo olhar de sua família.

 

"Explica uma realidade que poderia atingir a todos", explicou Englaro.

 

A especialista em Medicina Carmen Sánchez, que também participou da apresentação do livro, assegurou que se trata de um "canto à vida", uma obra que "convida a refletir a partir da alegria e da liberdade".

O pai da jovem italiana afirmou que "quando uma pessoa tem suas faculdades mentais, não fica privada da capacidade de decidir sobre os tratamentos médicos".

 

No entanto, no caso de Eluana, os médicos se viram diante de uma situação que "não é própria da natureza, não eram capazes de encontrar uma solução nem nos dar uma resposta concreta", afirmou.

 

A família assegura que a política não deu soluções para a situação de Eluana durante anos, e quando a Corte Suprema fez o pronunciamento, apresentaram um recurso que "representou um fracasso total para a política italiana", explicou Englaro.

 

"Seria preciso perguntar a Berlusconi se tinha os assessores adequados, porque os recursos que apresentaram eram ações forçadas que poderiam ter sido economizadas, porque as instituições jurídicas já tinham se pronunciado".

 

"Falam de uma morte digna, mas a mim parece absolutamente indigno que eu possa ficar desprotegido no diálogo médico-paciente ou instituições-paciente, para que outros possam decidir por mim sobre minha vida e minha situação médica", acrescentou Englaro.

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