País adotará teste de sangue mais rígido para transfusões

Incorporação do NAT é esperada por especialistas há 11 anos, por ser mais preciso e reduzir o nº de resultados 'falso negativo'

Lígia Formenti / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2013 | 02h04

O Ministério da Saúde vai tornar obrigatório o teste NAT no sangue usado para transfusão no País. A decisão foi informada pelo coordenador Guilherme Genovez, que anunciou a assinatura hoje de uma portaria específica. "Vamos ver o que diz o texto. A princípio, temos o que comemorar", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Cármino de Souza.

Antiga reivindicação de especialistas, o teste NAT traz mais segurança para o sangue usado em transfusões. Essa técnica permite identificar até traços de vírus pesquisados - HIV e hepatite C e hepatite B. Algo mais preciso do que a técnica atualmente empregada, que localiza a reação do organismo ao vírus, os anticorpos.

Os exames hoje usados elevam o risco da chamada janela imunológica, período em que o indivíduo já é portador do vírus, mas, como não há anticorpos, o teste dá como resultado o "falso negativo". Souza, no entanto, diz estar apreensivo para saber qual cronograma será exigido para implementação do teste na rede pública e particular.

A incorporação do NAT é esperada por especialistas há 11 anos e anunciada pelo governo há, pelo menos, três.

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