País é o 19º das Américas em nº de profissionais

O Brasil tem 31,4 profissionais da saúde por 10 mil habitantes e está aquém do parâmetro de 34,5/10 mil estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que um país possa ser considerado prestador de assistência global de saúde.

Angela Lacerda / RECIFE, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2013 | 02h04

A informação consta do relatório da OMS sobre a carência de profissionais intitulado Não há saúde sem força de trabalho, divulgado ontem no 3.º Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, no Recife, com a participação de 85 países.

O Brasil está atrás de Cuba (134,6), dos Estados Unidos (125,1), da Venezuela (67,4) e do Paraguai (34,4) e à frente do México (26,5), da Colômbia (19,7) e do Haiti (3,6). Ocupa a 19.ª posição entre os países das Américas. O mínimo recomendado é de 22,8 mil profissionais por 10 mil habitantes. Mais de 80 países estão abaixo desse patamar, a maioria deles da África.

De acordo com a assistente geral da OMS em Genebra, Marie-Paule Kieny, o déficit de profissionais da saúde no mundo poderá chegar a 12,9 milhões até 2035, se os governos de todo o mundo nada fizerem em relação ao assunto. "Hoje, o déficit é de 7,2 milhões. Uma das políticas recomendadas é de procurar reter os profissionais na saúde básica primária", observou Kieny.

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