País precisa reforçar prevenção à dengue
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País precisa reforçar prevenção à dengue

Importância de agir imediatamente no combate à doença transmitida por mosquitos foi lembrada em painel do Summit Saúde Brasil 2021

Takeda, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

30 de outubro de 2021 | 07h30

Muitos cuidados com a saúde ficaram em segundo plano diante da emergência imposta pela pandemia de covid-19. Entre eles, o combate à dengue e a outras doenças transmitidas por mosquitos, como a chikungunya e a zika. “As ações de prevenção precisam ser retomadas com urgência”, alertou a infectologista Rosana Richtmann durante o painel “Dengue, uma doença crescente no Brasil e no mundo – uma ameaça para a sociedade, um desafio para a saúde pública”, que fez parte da programação do Summit Saúde Brasil 2021, promovido pelo Estadão.

“O verão é a estação mais propícia para a disseminação da doença, e neste ano temos algumas peculiaridades que tendem a agravar o quadro”, projetou a infectologista durante a conversa com a jornalista Rita Lisauskas, realizada com o patrocínio da Takeda, companhia farmacêutica de origem japonesa. Um desses pontos é que as visitas domiciliares feitas por equipes de saúde para identificar focos dos mosquitos e conscientizar a população foram suspensas durante a pandemia.

Um hábito reforçado durante a crise da covid-19 – ter mais plantas dentro de casa, com o propósito de tornar o ambiente doméstico mais agradável – representa um ingrediente adicional nessa preocupação, já que o acúmulo de água nos pratinhos é “criadouro” em potencial do Aedes aegypti, principal espécie transmissora de dengue, chikungunya e zika. Para completar o quadro que leva ao receio de um aumento expressivo no número de casos de dengue no Brasil, a circulação de pessoas está retomando a normalidade depois da covid-19, fenômeno que ocorrerá com mais intensidade justamente nas férias de fim de ano.

As ações necessárias neste momento, observa Rosana Richtmann, incluem o retorno pleno das equipes de saúde ao trabalho de campo e a retomada das campanhas de conscientização contra a dengue, que também ficaram em segundo plano diante da preocupação com a covid-19. “Essas ações ajudam a tornar a doença mais visível para a população, a classe médica e os gestores de saúde pública. Todos têm uma parcela de responsabilidade na prevenção.”

Quatro sorotipos de vírus

Estima-se que metade da população do mundo viva sob risco de contrair dengue, cuja incidência vem aumentando drasticamente nas últimas décadas. No Brasil, foram quase um milhão de casos no ano passado, com 554 mortes, segundo o Ministério da Saúde¹. Ainda assim, presume-se que possa ter ocorrido subnotificação, em consequência do foco na pandemia de covid-19 e da eventual semelhança nos sintomas das duas doenças. “No início da pandemia era difícil diferenciar um quadro do outro”, lembrou a infectologista. Exames de sangue ajudam nessa diferenciação, além de alguns aspectos sutis – “a dengue costuma ter uma manifestação mais abrupta, enquanto a covid-19 tende a aparecer de forma um pouco mais gradual”, ela comparou.

Um dos fatores que complicam o enfrentamento da dengue é que a doença é causada por quatro sorotipos de vírus. A prevalência de cada sorotipo é imprevisível e varia de acordo com as estações do ano e as condições geográficas, além de mudanças naturais ao longo do tempo. “A pessoa que é infectada por um dos sorotipos não fica imune aos outros. E uma eventual contaminação por outro sorotipo tende a causar complicações, como a dengue hemorrágica, que dificilmente ocorrem na primeira contaminação”, explicou a infectologista.

O tratamento para a dengue é baseado em hidratação, analgésicos e antitérmicos à espera do término do ciclo viral, além do acompanhamento de sintomas que não devem se intensificar, como hemorragias, vômitos e dores abdominais.

Veja aqui o vídeo do painel:


Referência:

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, volume 52. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/media/pdf/2021/fevereiro/01/boletim_epidemiologico_svs_3.pdf

C-ANPROM/BR/CORP/0136 – Out/2021 | Material

destinado ao público em geral

 

DENGUE

Sete perguntas essenciais

O que é?

Doença causada por vírus transmitidos por picadas de mosquitos, especialmente os da espécie Aedes aegypti

Quais os principais sintomas?

Febre ≥ 38ºC, com início abrupto, dores musculares, dor na região atrás dos olhos, mal-estar, falta

de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo

Como prevenir?

Evitando acúmulo de água parada, ambiente ideal para a proliferação dos mosquitos. Além disso, o uso de repelentes, telas de proteção e inseticidas também é medida de proteção contra o vetor

Como tratar?

O tratamento costuma se basear em hidratação, à espera do término do ciclo da doença, e, em muitos casos, antitérmicos e analgésicos para controle dos sintomas. Procure sempre acompanhamento médico e evite a automedicação

Posso ter mais de uma vez?

Há quatro sorotipos de vírus da dengue. A infecção por um sorotipo só gera imunidade em relação a esse sorotipo

A dengue pode matar?

A dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, pode ser fatal, e o risco é maior quando a pessoa já teve dengue anteriormente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também aumentam os riscos

Quais os sintomas da dengue mais grave?

Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas ou outras hemorragias, queda abrupta das plaquetas, confusão mental, e importante queda da pressão arterial


Fontes: Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, volume 52. https://www.gov.br/saude/

pt-br/assuntos/media/pdf/2021/fevereiro/01/boletim_epidemiologico_svs_3.pdf e DENGUE diagnóstico e manejo clínico adulto e criança MINISTÉRIO DA SAÚDE Brasília – DF 2013 4a edição. https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf

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