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Países afetados pelo Ebola recebem só 11% da ajuda prometida

Para a OMS, a crise não será vencida enquanto governos não abrirem os cofres para ajudar as nações africanos com epidemia

Jamil Chade, CORRESPONDENTE

11 Outubro 2014 | 03h00

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que, apesar das promessas, governos de todo o mundo não estão contribuindo financeiramente para frear o avanço do Ebola na África e apenas receberam uma fração do dinheiro necessário para implementar o plano contra o vírus. 

Para a entidade, a crise não será vencida enquanto governos não abrirem os cofres para ajudar os países africanos. Há cerca de um mês, a OMS pediu US$ 1 bilhão para montar uma estratégia para lidar com o vírus no continente africano. Até esta sexta-feira, dados obtidos pelo Estado revelam que as entidades conseguiram coletar apenas 11% dos recursos necessários, cerca de US$ 118 milhões. 


Outros US$ 47 milhões estariam a caminho. Mas, ainda assim, o total de dinheiro à disposição chega a apenas US$ 165 milhões, 16% do valor que a ONU estima que seja necessário para frear a epidemia. 

Comida. No Fundo Mundial da ONU para a Alimentação, que está sendo obrigado a distribuir milhões de toneladas de alimentos para as populações mais afetadas, o buraco nas contas é ainda mais profundo. “Precisamos de US$ 87 milhões apenas para a operação de distribuição dos alimentos”, disse a porta-voz da entidade, Elisabeth Byrs. “Mas temos menos de 10% desse valor à disposição”, alertou. 

Até para pagar pelos voos para levar comida para a região falta dinheiro. O custo do transporte é de US$ 22,5 milhões, mas a entidade tem apenas 27% desse valor. 

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