Erik De Castro/Reuters
Erik De Castro/Reuters

Pandemia de covid-19 pode deixar 7 milhões de crianças desnutridas, diz Unicef

Análise publicada na The Lancet, em que pesquisadores alertam sobre as consequências da desnutrição infantil atreladas à epidemia de covid-19, basearam declaração

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2020 | 04h02

PARIS - A desnutrição poderá afetar cerca de 7 milhões de crianças em todo o mundo por conta da crise econômica e social provocada pela pandemia de covid-19, segundo estimativa da Unicef publicada nesta segunda-feira, 27. 

Antes da pandemia, 47 milhões de crianças sofriam as consequências da desnutrição, perda de peso e magreza extrema, afirmou a Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância.  

“Há sete meses foram registrados os primeiros casos de covid-19 e cada vez mais está claro que as consequências da pandemia causam mais danos às crianças que a enfermidade em si”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef.  

“A pobreza e a insegurança alimentar aumentaram. Há serviços essenciais e cadeias de abastecimento de alimentos que foram interrompidos. Os preços dos alimentos dispararam. O resultado é que a qualidade da dieta alimentar das crianças diminuiu e as taxas de desnutrição aumentaram”, completou.  

A Unicef se baseia em uma análise publicada pela revista científica The Lancet, em que os pesquisadores alertam sobre as consequências da desnutrição infantil atreladas à epidemia de covid-19.  

“O impacto profundo da pandemia de covid-19 na nutrição das crianças e jovens pode ter consequências intergeracionais”, concluiram os cientistas, que temem que isto prejudique “o crescimento e desenvolvimento das crianças”./AFP

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