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Jae C. Hong/AP Photo
Jae C. Hong/AP Photo

Pandemia se agrava e ultrapassa 65 milhões de casos no mundo

A contaminação está se acelerando nos Estados Unidos e no Brasil, enquanto vários países já estão preparando seus planos de vacinação em massa

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2020 | 04h05

PARIS - A pandemia de covid-19 infectou 65 milhões de pessoas e deixou mais de 1,5 milhão de mortos no mundo. A contaminação está se acelerando nos Estados Unidos e no Brasil. Vários países já estão preparando seus planos de vacinação em massa, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha alertado nesta sexta-feira, 4, que a vacina não eliminaria totalmente o vírus.

Desde que a pandemia foi detectada na China em dezembro de 2019, houve 65.417.004 casos e 1.511.312 mortes em todo o mundo, de acordo com uma contagem da AFP feita na sexta-feira.

Os Estados Unidos, o país mais afetado com 278.872 mortes, registraram na sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, mais de 210 mil infecções em um único dia, números recordes desde o início da pandemia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Na Califórnia, "as hospitalizações aumentaram 86% apenas nos últimos 14 dias", disse o governador Gavin Newsom, que anunciou que reuniões e atividades não essenciais serão proibidas para evitar a saturação dos hospitais.

Newson causou indignação em seu país ao participar de um jantar em um luxuoso restaurante californiano há quase um mês, junto com outros convidados, apesar das duras restrições impostas aos cidadãos.

As viagens durante o feriado de Ação de Graças de milhões de americanos na semana passada poderiam causar "um surto que se agravará", de acordo com o imunologista Anthony Fauci.

O emprego na principal potência mundial continua estagnado devido ao avanço do vírus, embora a taxa de desemprego tenha caído para 6,7% em novembro.

Enquanto isso, vários países começaram a planejar suas campanhas de vacinação na esperança de combater a pandemia. Apesar disso, a OMS alertou nesta sexta-feira que a vacina não vai eliminar a doença por si só.

Com a chegada das vacinas, “a OMS está preocupada com a crescente percepção de que a pandemia acabou”, disse o diretor da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Vacinas não significam covid zero. Vacinas e [campanhas de vacinação] não resolverão o problema por si mesmas”, disse o Diretor de Emergências da organização, Michael Ryan.

Diante do possível desequilíbrio na distribuição global das vacinas, o diretor da OMS alertou que os pobres correm o risco de serem "pisoteados" na correria dos países ricos por um tratamento contra a covid-19.

O Reino Unido - o país com mais mortes na Europa, mais de 60 mil - anunciou o início da vacinação na próxima semana para residentes e funcionários de asilos. Na quarta-feira, foi o primeiro país do mundo a aprovar o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech.

Tanto a Pfizer/BioNTech quanto a Moderna - que espera ter entre 100 e 125 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19 no primeiro trimestre de 2021, a grande maioria das quais irá para os Estados Unidos - solicitaram a aprovação da Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

Biden e os ex-presidentes dos EUA Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton disseram que estão dispostos a ser vacinados publicamente para encorajar seus concidadãos a fazê-lo. O diretor da OMS afirmou que faria o mesmo.

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin pediu que as vacinações "em grande escala" comecem "no final da próxima semana". A vacina russa Sputnik V está na terceira e última fase de testes clínicos envolvendo 40 mil voluntários. Seus criadores dizem que é 95% eficaz, assim como a Pfizer/BioNTech.

Diferentes cenários na Europa

Na Europa, onde os reconfinamentos recentemente impostos estão dando frutos, as situações são diversas.

A Espanha, um dos países europeus mais atingidos com quase 1,7 milhão de infecções e mais de 46 mil mortes, planeja iniciar a campanha de vacinação "no início de janeiro". O governo anunciou na sexta-feira que espera vacinar entre 15 e 20 milhões de pessoas até junho.

Na França (326 mortos na quinta-feira, 54.140 no total), a vacinação será gratuita para toda a população.

Na vizinha Itália, houve um recorde de quase mil mortes em 24 horas e o governo apertou as condições para deslocamentos internos para os feriados de fim de ano.

Na Grécia, onde o confinamento continuará por mais uma semana enquanto as taxas de infecção continuam altas, uma imagem do primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis posando sem máscara com cinco ciclistas que conheceu durante um passeio de mountain bike se tornou viral.

Na Suíça, o governo decretou que os fiéis não poderão cantar nas igrejas durante o Natal, mas será possível esquiar.

Novos casos na América Latina

O Brasil, com 212 milhões de habitantes, registrou cerca de 700 mortes em um dia pela primeira vez desde meados de novembro na sexta-feira e está perto de 175 mil mortes, segundo dados oficiais.

“O aumento [de casos e mortes] provavelmente continuará e se intensificará durante os feriados de Natal e Ano Novo. Teremos um dezembro difícil, mas janeiro será claramente pior”, disse à AFP o infectologista Julio Croda, da Universidade de Mato Grosso do Sul.

Por sua vez, o estado de São Paulo reverteu seu processo de relaxamento na semana passada. Nesta semana, uma comissão científica recomendou que o Rio de Janeiro feche todas as escolas e proíba a permanência nas praias, entre outras medidas.

O México registrou um novo máximo de infecções por covid-19 em um dia com 12.127 contaminações nesta sexta-feira, atingindo um total de 1.156.770 casos confirmados. As hospitalizações continuam aumentando na capital.

Em Honduras, o sindicato empresarial estimou que os prejuízos causados ​​à economia do país, tanto pela pandemia quanto pela passagem de dois ciclones neste 2020, chegam a pelo menos US$ 10 bilhões, 40% do PIB./AFP

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