Andrew Medichini/ Reuters
Andrew Medichini/ Reuters

Papa Francisco celebra Via Crucis na Praça São Pedro

Coliseu, que é considerado um símbolo da perseguição e do sofrimento dos primeiros cristãos, não foi palco da Via Crucis neste ano por conta do coronavírus

EFE, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 20h26

VATICANO - O papa Francisco presidiu uma Via Crucis histórica nesta sexta, 10, que foi realizada na Praça de São Pedro, e não no Coliseu como é de costume. A praça no Vaticano estava completamente vazia, em silêncio, iluminada por várias velas no chão.

O Coliseu, que é considerado um símbolo da perseguição e do sofrimento dos primeiros cristãos, não foi palco da Via Crucis neste ano por conta do coronavírus. Como medida de precaução, a Praça de São Pedro também foi fechada para o público.

Francisco fez uma breve oração para que a humanidade não sucumba à escuridão. “Senhor, não nos deixe nas trevas e sob a sombra da morte. Proteja-nos com o escudo do seu poder. Deus, defensor dos pobres e aflitos, ajude-nos a suportar o jugo de cada dia.” No restante do tempo, assistiu à leitura das passagens que narram o calvário de Jesus, desde sua condenação até o sepulcro. 

Neste ano, o papa está tendo uma Semana Santa um tanto peculiar. Não houve missa crismal, o papa não lavou os pés de detentos e a cerimônia não contou com a presença de fiéis - que estão tendo que acompanhar online as celebrações. As medidas de precaução, no entanto, não impediram que fotógrafos e câmeras se reunissem para registrar imagens históricas. 

Os detentores da cruz começaram a jornada no obelisco foram avançando em direção ao local onde o papa estava. O grupo que carregou a cruz era formado por cinco detentos de Pádua e cinco médicos e enfermeiros do Vaticano. 

Entre as pessoas que escreveram os testemunhos, estão cinco presidiários, uma família vítima de homicídio, a filha de um homem condenado à prisão perpétua, uma educadora de instituições penitenciárias e um juiz de vigilância penitenciária. Também a mãe de um detento, um catequista, um frade voluntário, um agente de polícia, um sacerdote absolvido depois de oito anos de processo judicial. 

Os textos lidos na cerimônia foram colhidos pelo capelão Marco Pozza e a voluntária Tatiana Mario. Foram escritos em primeira pessoa, mas não levaram nenhuma assinatura, um gesto para deixar claro que todos compartilham da mesma condição no mundo. 

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