Papa pede orações e OMS fala em vacina contra Ebola neste ano

Papa pede orações e OMS fala em vacina contra Ebola neste ano

Francisco solicitou ‘que não falte ajuda para as vítimas’; organização espera obter grandes quantidades de remédio

O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2014 | 21h58

Durante discurso após celebração na Praça de São Pedro, o papa Francisco pediu nesta quarta-feira, 24, “que não falte ajuda necessária da comunidade internacional” no combate à epidemia de Ebola nos países africanos. Francisco lembrou todos os que estão sofrendo com a epidemia e manifestou sua proximidade “de todas as pessoas afetadas por essa terrível doença”. Nesta quarta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que há esperanças de se obter grande quantidade de uma vacina até dezembro.

O papa pediu aos fiéis que rezassem por todos os que perderam a vida por causa da doença, apelando ainda para que “não falte a ajuda da comunidade internacional para aliviar o sofrimento desses irmãos e irmãs”. O Ebola já matou mais de 2,8 mil pessoas na África Ocidental. A Organização Mundial da Saúde alertou que as infecções pelo vírus podem triplicar para 20 mil casos até novembro, aumentando em milhares todas as semanas, caso os esforços para conter o surto não sejam reforçados.


Vacina. A OMS afirmou que uma vacina contra o Ebola deve estar disponível em grandes quantidades até o final do ano para ajudar a controlar a epidemia da doença no oeste da África. Até hoje, não existe tratamento licenciado para o vírus, mas cientistas estão testando dois possíveis remédios.

O surto recente é o primeiro a atingir áreas urbanas e tem sido difícil controlá-lo com os métodos tradicionais de isolamento dos infectados e monitoramento das pessoas com quem tiveram contato. Anteriormente, especialistas haviam dito ser improvável o desenvolvimento de uma droga para o Ebola a tempo de ajudar nesta epidemia. 

Até por causa disso, hospitais do mundo inteiro vêm se preparando para o avanço da doença. Nos Estados Unidos, uma série de centros médicos adotaram protocolos, uma vez que o período de aparecimento dos sintomas é de 21 dias. O assunto será tema de discussões hoje na assembleia das Nações Unidas, em Nova York. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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