Tami Chappell/Reuters
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Para CDC, Ebola não deve se espalhar pelos EUA

Comunidade liberiana no norte do Texas está cética; primeiro diagnóstico da doença no país foi confirmado nesta terça-feira, 30

AP

01 Outubro 2014 | 09h06

DALLAS - Apesar do primeiro caso de Ebola ter sido confirmado nos Estados Unidos, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Tom Frieden, manifestou confiança de que o vírus não se espalhe pelo país. "Não tenho dúvidas de que vamos parar por aqui", afirmou. 

O primeiro diagnóstico de Ebola foi confirmado na terça-feira, 30. Trata-se de um paciente ainda não identificado que recentemente viajou da Libéria a Dallas, no Texas. De acordo com as autoridades de saúde, o homem está em estado crítico e em isolamento no Hospital Presbiteriano de Saúde do Texas. Nem a nacionalidade nem a idade do infectado foram divulgadas.

Segundo Tom Frieden, o paciente chegou aos Estados Unidos no dia 20 de setembro para visitar a família e começou a se sentir mal quatro ou cinco dias depois. O diretor do CDC afirma que não está claro como o paciente foi infectado.

Ainda que o CDC mostre otimismo, a população da Libéria no norte do Texas, formada por cerca de 10 mil pessoas, está cética, disse Stanley Gaye, presidente da Associação da Comunidade Liberiana de Dallas-Forth Worth. O vírus tem devastado o país africano, onde cerca de 1.830 pessoas morreram segundo dados do último levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Pedimos que as pessoas tentem evitar grandes encontros da comunidade", disse Gayle. Já a vice-presidente da associação, Rosaline Sayon, solicitou aos que possam ter entrado em contato com o vírus que procurem autoridades médicas. "Não deixe que os estigmas os impeçam de realizar exames", afirmou. Ela também advertiu sobre a propagação de alardes na comunidade. "Não vamos entrar em pânico", disse.

O diretor do CDC disse não acreditar que os outros passageiros que estavam no voo do paciente diagnosticado com Ebola corram perigo de infecção. As autoridades afirmam que não há outros casos suspeitos no Texas, mas começaram a rastrear familiares e amigos que tiveram contato com o paciente por causa do risco de exposição ao vírus.

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