REUTERS/Amanda Perobelli
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Fortaleza decreta lockdown a partir desta sexta para frear covid-19

Anúncio foi realizado por meio das redes sociais pelo governador Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT)

Luiz Carlos Pavão, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2021 | 22h56

Em pronunciamento nas redes sociais na noite desta quarta-feira, 3, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), anunciaram que irão decretar um ‘isolamento social rígido’ na capital cearense. Na prática, o comércio considerado não essencial não poderá funcionar. O decreto, que será divulgado nesta quinta-feira com os detalhes da decisão, é válido a partir da próxima sexta-feira, 5. O lockdown terá duração de 14 dias.

Além de Fortaleza, outros quatro municípios do Ceará já estão com as medidas mais rígidas para o combate à pandemia previstas no plano estadual. Santa Quitéria, Meruoca, Mombaça e Palhano, tiveram a definição em razão da alta de casos de covid-19.

De acordo com o governador, a decisão foi tomada porque Fortaleza é "o epicentro da pandemia no Estado". O decreto também recomenda que todos os municípios do Ceará que estão com nível ‘grave’ de ocupação de leitos também façam isolamento social rígido.

Santana citou o número recorde de mortes no País nesta quarta-feira, a preocupação com as novas variantes do coronavírus e disse que foi uma decisão difícil, mas necessária. “Sabemos que não é uma decisão fácil, que nos últimos seis anos o que eu mais lutei foi para que a economia crescesse, mas neste momento a única forma que temos, até vacinar a população, de proteger você que está em casa é fazendo isolamento social rígido", diz ele. 

"A situação é grave e necessita do apoio de todos para que possamos superar esse momento, protegendo os cearenses e salvando vidas”, acrescentou o governador.

Sarto citou o pico de contágio no ano passado e disse que, apesar de hoje existirem mais leitos em Fortaleza, “lamentavelmente os números têm crescido muito e o número de profissionais contratados não têm aumentado o suficiente para os atendimentos”, afirmou.

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