Para Dilma, 'falta humanidade' no trato médico

Presidente volta a defender programa federal e diz que paciente reclama ao não ser tocado no exame; ela ressaltou que falta de profissionais é 'realidade'

Lisandra Paraguassu, Enviada especial / NATAL, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2013 | 02h06

A presidente Dilma Rousseff defendeu nessa quarta-feira, 2, que o programa Mais Médicos, além de levar profissionais para áreas carentes, trará atendimento mais humano. Em entrevista a duas rádios do Rio Grande do Norte, onde esteve para a formatura de jovens do Programa Nacional do Ensino Técnico (Pronatec), Dilma criticou a "falta de humanidade no trato com as pessoas".

"As pessoas se queixam de duas coisas: de ter um atendimento que ela vai ter de agendar e vai demorar muito porque não tem um médico lá no posto de saúde, e de outra coisa: que esse atendimento seja humano", disse, explicando que o governo fez um diagnóstico do atendimento antes de criar o Mais Médicos. "Uma das pessoas me disse: 'o médico não me toca'. Ela queria que o médico tocasse. Pelo menos meu médico sempre me apalpou, olhou coração, olhou garganta, essas coisas todas."

Dilma foi indagada sobre os problemas de infraestrutura na área da saúde e afirmou que o governo está investindo em reforma e ampliação de postos de saúde, além da construção de novos e da integração com as redes de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). "A melhoria dos existentes é fundamental. Agora, nada disso adianta se você não tiver médicos. O médico é um elemento essencial do processo. Aliás, cá entre nós, você começa olhando serviço. Aí você pensa: quem é que faz o serviço? É a pessoa. Então, o médico é um elemento fundamental."

Dilma destacou que faltam médicos nas fronteiras e nas periferias das grandes cidades e o programa pretende levar profissionais para essas regiões. Criticada pelas associações médicas por causa da criação do programa, Dilma afirmou que respeita muito os médicos brasileiros, "porque eles têm toda uma trajetória", mas que a falta de profissionais é realidade.

Hospedagem. Ainda nessa quarta, o Ministério da Saúde publicou portaria que define parâmetros para os municípios participantes do Mais Médicos. O texto prevê que se ofereça imóvel como moradia, prioritariamente. Caso isso não seja possível, haverá procura de hotel ou pousada - mas só com aprovação do profissional. Outra opção é a oferta em dinheiro - entre R$ 500 e R$ 2,5 mil (ou valor superior, com aval do prefeito).

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